Oficina Mude – 2.2026

A metodologia MUDE organiza a oficina em quatro movimentos principais, que formam uma travessia — Mobilize, Unifique, Desenhe e Expanda. A partir deles, os participantes foram conduzidos por diversas dinâmicas de imersão, como: diagnóstico e “anti-diagnóstico” da educação judicial, identificação de sinais de futuro, criação de personas e elaboração de declarações sobre como imaginam a formação em 2035. Esse percurso possibilitou uma escuta qualificada das experiências das escolas e um alinhamento coletivo sobre os desafios e oportunidades para o futuro.

Esta página apresenta, de forma sintética e organizada, os principais resultados dessa construção coletiva e os horizontes de futuro identificados pela MUDE.

Protocolo Juntão
Grupo 1 · FOFO transversal N1–N2–N3

“Juntão, aprendemos mais. Juntão, transformamos o futuro.”

Instrumento normativo-orientador que define parâmetros mínimos para os ambientes físicos de aprendizagem das escolas judiciais e de magistratura. Organizado em cinco eixos, não é curso nem plataforma: é referência de projeto, de reforma e de auditoria de salas. Funciona como condição material para sustentar metodologias ativas, inclusão e bem-estar. Subtítulo: Parâmetros mínimos para espaços de aprendizagem colaborativos, inclusivos e significativos. O eixo dominante é institucional: sem adoção formal por instância competente, a ferramenta perde força.

Propósito central

“O espaço também ensina. Acessível para todos, do projeto à prática. Padrão mínimo, ambição máxima de aprendizagem.

Os cinco eixos do protocolo

01

Flexibilidade do espaço

Mobília móvel e reorganização rápida para qualquer arranjo pedagógico

02

Equipamentos

Mesas, cadeiras e paredes ajustáveis, acopláveis e moduláveis

03

Participação e colaboração

Arranjos para trabalho em grupo, discussões orientadas e construção coletiva

04

Inclusão e acessibilidade

Salas térreas, Libras, legendas, contraste, conectividade com aparelhos auditivos, rampas e autodescrição

05

Bem-estar e conforto

Iluminação, ventilação, acústica, espaços de pausa e contato com a natureza

O que entrega

📐 Plano pedagógico

Inclusão real, horizontalidade, pertencimento, colaboração, dialogicidade e condições materiais para metodologias ativas. O ambiente como “terceiro educador”.

🏛 Plano institucional

Padronização da qualidade dos espaços, base objetiva para investimento e reforma, evidência de cumprimento de exigências de acessibilidade e planejamento plurianual.

⚖ Para o jurisdicionado

Ganho indireto: formação mais qualificada de quem atua na prestação jurisdicional — o espaço adequado eleva o padrão de toda a cadeia formativa.

Ciclo de uso

Passo 1

Diagnóstico

Checklist por eixo avalia o espaço com níveis mínimo e desejável

Passo 2

Priorização

Eixos 3 e 4 priorizados por maior impacto pedagógico e legal

Passo 3

Adequação

Reformas e aquisições conforme plano faseado e orçamento disponível

Passo 4

Validação

Laudo multidisciplinar certifica o espaço como “conforme” ao protocolo

Passo 5

Uso pedagógico

Sala em operação para módulos presenciais do FOFO (M1: 24h; M3: 16h)

Passo 6

Revisão periódica

Reauditoria e atualização (v2, v3…) vinculada ao planejamento plurianual

Atores e responsabilidades

Escola judicial / magistratura

Área pedagógica

Infraestrutura / engenharia

Comissão acessibilidade + TIC

Alinhamento normativo

Res. Enfam n. 2/2025 e n. 6/2025

Indicadores

Satisfação dos participantes com o ambiente

Avaliação de reação por turma — % de avaliações positivas sobre conforto, tecnologia e acessibilidade

Meta
≥ 85%

% de salas prioritárias classificadas pelo protocolo

Inventário trimestral com checklist nos espaços de uso mais frequente

Meta M12
100%

Adoção de metodologias ativas em salas conformes

Avaliação institucional semestral — % de ações com ao menos uma metodologia ativa registrada

Periodicidade
Semestral

Percepção de inclusão por usuários com deficiência

Instrumento específico de acessibilidade — meta indicativa a definir com a comissão

Periodicidade
Semestral

Tempo médio de reconfiguração entre dinâmicas

Registro da equipe de apoio — mede flexibilidade real do ambiente

Meta
≤ 10 min

Fases de implantação

Fase 0 · M0–M1

Concepção e validação

Matriz de requisitos por eixo; parecer pedagógico, de acessibilidade e de infraestrutura; nota técnica de viabilidade. Marco: protocolo validado pelas três áreas.

Risco: eixos genéricos → converter em critérios verificáveis com níveis mínimo/desejável.

Fase 1 · M1–M3

Piloto

Uma sala-teste adequada aos 5 eixos; instrumento de coleta; registro fotográfico antes/depois. Marco: relatório de avaliação aprovado.

Risco: custo elevado → priorizar Eixos 3 e 4, de maior impacto pedagógico e legal.

Fase 2 · M3–M12

Implantação plena

Classificação de todos os espaços prioritários; plano faseado; capacitação das equipes operacionais. Marco: 100% das salas prioritárias classificadas.

Risco: restrição orçamentária → metas progressivas e parcerias.

Fase 3 · M12+

Avaliação e evolução

Relatório de indicadores; protocolo v2; normatização permanente; vinculação ao planejamento plurianual. Marco: protocolo v2 incorporado a norma da escola.

Risco: descontinuidade → vínculo a instrumento normativo estável.

Perguntas abertas — decisões críticas

Decisão 01

Natureza do instrumento

O protocolo será recomendação (adesão voluntária) ou requisito obrigatório para novos projetos e reformas? Isso muda o fluxo decisório e os riscos de implementação.

Decisão 02

Identidade do Juntão

O logo se intitula “Comunidade de Formadores para Aprendizagens Significativas”. O Juntão é o espaço físico, a comunidade de formadores, ou ambos? Altera a tipologia da solução.

Decisão 03

Titularidade

A quem cabe aprovar e manter o protocolo — a escola local, a rede de escolas ou a Enfam? Define a escala e a força normativa da entrega.

Decisão 04

Recorte do piloto

Qual espaço e qual escola serão o piloto? Quais eixos têm prioridade dado o orçamento disponível?

Mensagens para divulgação

“O espaço também ensina antes de começar.” Ambientes adequados ampliam o impacto de cada formação.

“Inclusão começa antes da aula.” O diagnóstico prévio garante que todos participem plenamente.

“Um ambiente inteligente é aquele que se adapta à metodologia — não o contrário.”

Grupo 2 · FOFO N1 e N2 · Transversal

“Cada turma tem uma realidade. Cada aprendizagem tem um caminho.”

Assistente inteligente de planejamento pedagógico integrado à política educacional “Rota de Aprendizagem: Descubra o Melhor Percurso para Ensinar”. Combina diagnóstico estruturado de turmas, análise por Inteligência Artificial e recomendações pedagógicas personalizadas. Serviço educacional contínuo (eixo dominante) com produto digital (eixo secundário): seu valor não está em um produto estático, mas no ciclo que se repete a cada nova ação formativa — diagnóstico, análise, recomendação, ajuste e avaliação.

Mensagens-chave

“O ExperiencIA não substitui o docente. Ele amplia a visão do docente sobre quem está na sala. Planejar com dados não é burocracia — é o caminho mais curto para uma aprendizagem que faz sentido.”

Blueprint de serviço — 7 etapas da jornada

Passo 1

Plano inicial

Docente elabora plano preliminar (objetivos, competências, conteúdo, carga horária, metodologia, avaliação) via template padronizado

Passo 2

Diagnóstico

Participantes respondem questionário online após inscrição: perfil profissional, experiências prévias, expectativas, maturidade digital e uso de IA

Passo 3

Mapa diagnóstico

IA processa dados e gera Mapa Diagnóstico Inteligente com perfil individual e geral da turma, agrupamentos e padrões regionais

Passo 4

Recomendações

Motor de IA cruza plano de curso com mapa diagnóstico e entrega Relatório de Recomendações Pedagógicas Personalizadas

Passo 5

Recalcular a rota

Docente revisa e adapta o plano incorporando as recomendações; sistema registra alterações para avaliação institucional

Passo 6

Monitoramento formativo

Instrumento durante o curso para ajustes em tempo real; equipe pedagógica analisa dados e sinaliza mudanças necessárias

Passo 7

Avaliação de impacto

Avaliação final retroalimenta o sistema de recomendações para aperfeiçoamento contínuo

Alinhamento normativo

Res. Enfam n. 2/2025 (arts. 36–44 e 58–62) e Res. n. 6/2025 (art. 9º)

Equipe mínima para operação

Coordenador pedagógico

Especialista em design instrucional

Desenvolvedor / engenheiro de IA

Analista de dados educacionais

Indicadores

Taxa de adesão ao diagnóstico

% de participantes inscritos que responderam ao questionário pré-curso

Meta
> 85%

Taxa de adaptação do plano de curso

% de docentes que modificaram o plano após as recomendações geradas pelo sistema

Meta
> 70%

Tempo médio do ciclo diagnóstico-recomendação

Dias entre fechamento de inscrições e entrega do relatório ao docente

Meta
≤ 5 dias úteis

Diversidade de metodologias adotadas

Aumento no número de metodologias distintas vs. período anterior à implantação

Meta
+30%

Alinhamento com metodologias ativas exigidas pela Enfam

% dos planos de curso revisados em conformidade com arts. 58–62 da Res. n. 2/2025

Meta
100%

Satisfação dos docentes com o apoio

Pesquisa de reação pós-uso por turma

Meta
> 4,0/5,0

Transferência para a prática

% que declaram aplicação em prática profissional 90 dias após o curso

Meta
> 60%

Fases de implantação

Fase 0 · M0–M2

Concepção

Questionário validado; template de plano de curso; prova de conceito do motor de IA; normativo interno de uso; parecer pedagógico e jurídico aprovado pela Enfam.

Risco: resistência dos formadores ao diagnóstico → apresentação participativa dos benefícios em sessão do FOFO.

Fase 1 · M3–M5

Piloto

2–3 turmas do FOFO; mínimo 30 participantes; log de recomendações geradas vs. adotadas; relatório de ajustes. Equipe pedagógica como backup humano durante o piloto.

Risco: falha técnica no motor de IA → backup humano de apoio pedagógico.

Fase 2 · M6–M11

Implantação plena

Plataforma em produção; manual do docente; formação de formadores para uso autônomo; integração com LMS. Meta: 80% dos cursos FOFO credenciados usando o ExperiencIA.

Risco: heterogeneidade tecnológica → versão simplificada acessível por celular.

Fase 3 · M12+

Evolução

Relatório anual de impacto; atualização da base de metodologias; proposta de credenciamento como ação FOFO N2; publicação de evidências em evento da Enfam.

Risco: obsolescência da IA → contrato de manutenção evolutiva e revisão anual da base.

Perguntas abertas — decisões críticas

Decisão 01

Modelo operacional da IA

O ExperiencIA funcionará como agente autônomo, equipe humana especializada ou modelo híbrido? Define infraestrutura, custos e perfil da equipe.

Decisão 02

Mantenedor tecnológico

Quem mantém a plataforma: a Enfam, escola judicial parceira ou empresa contratada? Determina instrumento jurídico e prazo real de implantação.

Decisão 03

Obrigatoriedade do diagnóstico

O diagnóstico dos participantes será obrigatório para todos os cursos credenciados ou opcional para os formadores? Afeta escala de adoção e incentivos.

Decisão 04

Carga horária FOFO

A conclusão do ciclo do ExperiencIA será reconhecida como carga horária FOFO (N1 M2 ou N2)? Define incentivo formal ao formador e amplia a adoção orgânica.

Grupo 3 · Macrodesafio 2 · FOFO N2 transversal

“Conectar pessoas, competências e inovação para construir a formação judicial que os desafios do futuro exigem.”

Pesquisa institucional prospectiva, de base empírica, que mapeia competências atuais e emergentes de magistrados, servidores e formadores — identificando lacunas entre a formação ofertada e os desafios contemporâneos da Justiça. Não é curso nem plataforma: é um arranjo de revisão curricular apoiado em pesquisa, cujo produto final é uma nova matriz de competências e um portfólio de conteúdos chancelados pela Enfam. Tipologia: política/arranjo institucional (dominante) + metodologia replicável (secundário — o próprio desenho de escuta pode ser reaplicado por outras escolas em futuras revisões).

Mensagem central

“A formação que forma quem julga precisa acompanhar o que muda na Justiça. Competências de 2030, decididas com evidências e em rede.

Ciclo completo da pesquisa — 6 etapas

Passo 01

Diagnóstico documental

Matriz vigente, avaliações de reação do FOFO N1 (marcos 2009–2015, 2016–2021, 2021–2026), relatórios e diretrizes Enfam

Passo 02

Survey eletrônico

150–300 magistrados, 150–300 servidores, 30–50 formadores: competências demandadas, lacunas, temas emergentes, uso de IA

Passo 03

Pesquisa qualitativa

Grupos focais (magistrados experientes e recém-ingressos, servidores, formadores) e entrevistas semiestruturadas com desembargadores, gestores e especialistas

Passo 04

Benchmarking

Escolas judiciais e instituições de referência nacionais e internacionais

Passo 05

Oficina de cocriação

Design Thinking, World Café e Canvas de Competências para construir a proposta preliminar de nova matriz

Passo 06

Consolidação e chancela

Nova matriz, portfólio de conteúdos, trilhas formativas e mapa de tendências 2030 — validados pelo grupo e chancelados pela Enfam

Escolas participantes do grupo de pesquisa

EJUD-PR

Escola Judicial do TJPR

Unicorp / TRF2

Escola de Magistratura Federal

EMERJ

Escola da Magistratura do RJ

ESMEC

Escola da Magistratura do CE

EPM

Escola Paulista da Magistratura

EJUD-TJDFT

Escola Judicial do DF e Territórios

EJE-TRE-MS

Escola Judiciária Eleitoral do MS

TJPE / ESMAPE

Escola Judicial de Pernambuco

O que a pesquisa entrega

📋 Plano pedagógico

Matriz de competências baseada em evidências, com alinhamento teoria–prática e ancoragem em metodologias ativas. Decisão curricular fundamentada e auditável.

🏛 Plano institucional

Portfólio atualizado de conteúdos, trilhas formativas, mapa de tendências para 2030 e proposta chancelada pela Enfam apta a orientar credenciamento e cotas do BNF.

⚖ Para o jurisdicionado

Formação mais aderente aos problemas reais do trabalho, com reflexo na qualidade da prestação jurisdicional.

Alinhamento normativo e riscos jurídico-institucionais

Res. Enfam n. 2/2025 e LGPD

Indicadores da pesquisa

Taxa de resposta do survey por segmento

% de respondentes entre magistrados, servidores e formadores — mede o alcance da escuta

Meta
≥ 40%

Cobertura amostral mínima atingida

≥150 magistrados, ≥150 servidores, ≥30 formadores respondentes

Tipo
Binário

Nova matriz validada pela Enfam

Chancela formal para incorporação ao FOFO — indicador binário

Marco
Sim/Não

% do portfólio adotado pelas escolas nos primeiros 12 meses

Conteúdos novos incorporados à programação das escolas após publicação da matriz

Meta
≥ 60%

Aderência percebida formação–prática

Avaliação de reação dos formadores após adoção da nova matriz

Fonte
Pesquisa específica

Fases de implantação

Fase 0 · M0–M1

Pactuação

Pactuar escopo e formato da entrega; adesão das escolas formalizada; instrumentos validados; parecer LGPD; plano aprovado pela Enfam. Marco: plano aprovado e N escolas formalizadas.

Risco: baixa adesão → patrocínio e pactuação institucional prévios.

Fase 1 · M1–M4

Diagnóstico

Survey-piloto e ajuste; painel estatístico preliminar; mapa de competências emergentes; relatório documental aprovado. Marco: amostras mínimas atingidas por segmento.

Risco: baixa taxa de resposta → endosso institucional e comunicação dirigida.

Fase 2 · M4–M7

Consolidação

Entrevistas e grupos focais concluídos; oficina de cocriação executada; nova matriz e portfólio formalmente submetidos à Enfam. Marco: matriz consolidada e submetida.

Risco: divergência entre atores → critérios explícitos de priorização e governança da decisão.

Fase 3 · M7–M12

Institucionalização

Matriz chancelada; plano de transição curricular; painel de indicadores; cláusula de revisão periódica. Marco: incorporação por ato da Enfam.

Risco: não incorporação → cronograma e formato pactuados desde a Fase 0.

Perguntas abertas — decisões críticas

Decisão 01

Escopo e nível FOFO

A solução deve focar o N2 ou assumir-se explicitamente transversal a todos os níveis? A resposta redefine público, amostra e produto final.

Decisão 02

Natureza jurídica da entrega

O produto final será recomendação técnica, anexo curricular ou ato normativo da Enfam? Determina a força vinculante da nova matriz para as escolas.

Decisão 03

Continuidade do processo

É um projeto finito (8 meses) ou um processo contínuo com revisão periódica institucionalizada? Quem sustenta após a entrega?

Decisão 04

Critério de priorização

Diante de divergência entre formadores, magistrados e gestores, qual regra define quais competências entram na matriz final?

Grupo 4 · Tecendo Saberes · Acre · Alagoas · Espírito Santo

“O espaço que ensina antes de começar.”

Ambiente físico de ensino-aprendizagem projetado para ser flexível, tecnológico, acessível e acolhedor. É um produto físico-tecnológico com função pedagógica estruturante: não é curso nem metodologia — é o suporte material que torna possível qualquer metodologia ativa. Resolve o problema da inadequação dos ambientes às exigências pedagógicas das metodologias ativas. Sua disseminação em escala nacional requer um arranjo institucional que oriente sua adoção pelas escolas parceiras (eixo secundário de política institucional).

Proposta de valor central

“Um formador certificado pelo BNF conduz uma ação do FOFO em espaço totalmente equipado, acessível e reconfigurável, sem depender de adaptações improvisadas. Um ambiente inteligente é aquele que se adapta à metodologia — não o contrário.

MVP obrigatório vs. evoluções desejáveis

📦 MVP — itens essenciais

🚀 Evoluções desejáveis

⚙ Requisitos não funcionais

Jornada do usuário — ciclo de uma ação formativa

Inscrição

Diagnóstico de acessibilidade

Participante preenche campo de necessidades específicas; sistema sinaliza à equipe de apoio

Preparação

Configuração da sala

Equipe organiza o espaço conforme metodologia prevista e necessidades identificadas

Chegada

Boas-vindas digitais

Tela exibe boas-vindas, pauta e QR Code para registro de frequência

Ação formativa

Recursos em uso

Formador usa recursos e reconfigura o espaço conforme cada dinâmica

Intervalo

Convivência

Participantes interagem no espaço de pausa projetado para troca de experiências

Encerramento

Registro e avaliação

Avaliação de reação coletada; uso da sala registrado para retroalimentar o planejamento

Papéis e permissões

Formador

Equipe de apoio técnico

Gestor da escola judicial

Participante

Indicadores

Satisfação com o ambiente (avaliação de reação)

% de avaliações positivas sobre conforto, tecnologia e acessibilidade — instrumento da Res. n. 2/2025

Meta
≥ 80%

Uso de metodologias ativas nas ações realizadas no espaço

% de ações com ao menos uma metodologia ativa registrada no plano de aula

Meta
≥ 90%

Taxa de diagnóstico de acessibilidade preenchido

% de inscrições com campo de acessibilidade respondido

Meta
100%

Participantes com necessidades específicas atendidas plenamente

% de participantes cujas demandas de acessibilidade foram atendidas

Meta
100%

Tempo médio de reconfiguração da sala entre dinâmicas

Registro da equipe de apoio por ação

Meta
≤ 10 min

Índice de replicação do modelo

Número de escolas que adotaram as especificações técnicas após o guia

Meta
5 escolas

Fases de implantação

Fase 0 · M0–M2

Especificações técnicas

Documento técnico (mobiliário, tecnologia, acessibilidade); checklist de diagnóstico; protocolo de configurações por metodologia; validação pela Enfam. Marco: 2 escolas parceiras confirmadas.

Risco: custo de adequação → MVP de baixo custo como ponto de entrada.

Fase 1 · M3–M5

Piloto em 2 escolas

Sala configurada em cada escola; 2 ações FOFO realizadas; mínimo 30 participantes/escola; relatório com pontos de melhoria. Marco: relatório aprovado pela coordenação.

Risco: infraestrutura predial incompatível → versão adaptada do MVP.

Fase 2 · M6–M11

Escala nacional

Guia de implantação publicado; formação da equipe de apoio técnico; modelo replicado em ≥5 escolas; diagnóstico de acessibilidade integrado aos sistemas de inscrição. Marco: 5 escolas implantadas.

Risco: despadronização → guia técnico com variações permitidas e vedadas.

Fase 3 · M12+

Normatização

Relatório consolidado; atualização das specs; proposta de normativo recomendando o padrão às escolas; plano de evolução com funcionalidades desejáveis. Marco: proposta encaminhada à Enfam.

Risco: perda de prioridade institucional → vincular resultados aos indicadores de qualidade do FOFO.

Perguntas abertas — decisões críticas

Decisão 01

Escopo institucional

A solução se destina a reformar espaços existentes, a criar salas novas ou a propor um padrão mínimo que qualquer espaço deve cumprir antes de receber ações do FOFO?

Decisão 02

Vínculo com o FOFO

A Sala Inteligente é condição obrigatória para ações do FOFO (ou de um nível específico), ou é recomendação de boas práticas?

Decisão 03

Responsabilidade pelo custeio

Quem custeia e executa as adequações — a escola judicial de forma autônoma, a Enfam ou há cofinanciamento previsto?

Decisão 04

Governança do padrão

Quem valida se uma sala atende às especificações? Haverá certificação ou credenciamento do espaço pela Enfam?

Grupo 5 · FOFO N1 Módulo 3 · 16h presenciais

“Quem cria, compartilha.”

Comunidade RENEJUM de Inovação em Educação Judicial — repositório digital nacional de estratégias metodológicas ativas criado e gerenciado pela Enfam, alimentado pelos produtos do Módulo 3 do FOFO N1 redesenhado para gerar entregáveis concretos. Plataforma digital de curadoria em três instâncias (formadores → escola → Enfam) que combina autoria docente, inteligência coletiva e memória metodológica da rede. O grafia oficial no RG é “RENEJUM”.

Mensagens-chave

“Sua estratégia vira referência nacional. Um acervo vivo, curado pela Enfam. Menos retrabalho, mais inteligência coletiva.

Ciclo de uso — do F1M3 redesenhado ao acervo nacional

1 · F1M3

Produção da estratégia

16h presenciais em formato de oficina — cada formador produz estratégia metodológica com ficha técnica (objetivos Bloom, etapas, materiais, recursos)

Passo 2

Cadastro no CRIE

Formador submete via formulário no portal da Enfam

Passo 3

Curadoria 1ª fase

Avaliação pelos próprios formadores da escola

Passo 4

Curadoria 2ª fase

Submissão e aprovação pela coordenação pedagógica da escola judicial

Passo 5

Curadoria 3ª fase

Seleção final pela Enfam — publicação no catálogo nacional

Passo 6

Busca e reaplicação

Catálogo com filtros por área, complexidade, duração, nível de Bloom e busca textual — disponível para toda a rede

Passo 7

Banco de Experiências

Docentes registram relatos de aplicação real, realimentando o acervo com evidências de campo

MVP vs. evoluções da plataforma

📦 MVP

🚀 Evoluções

⚙ Papéis e permissões

Alinhamento normativo

Res. Enfam n. 2/2025 e n. 6/2025

Indicadores

Nº de metodologias cadastradas por mês

Volume de produção — fonte: sistema; periodicidade mensal; meta crescente ao longo das fases

Periodicidade
Mensal

Tempo médio de curadoria por submissão

Agilidade do processo de validação em cada instância

Fonte
Sistema

Downloads e reaplicações por metodologia

Uso efetivo do acervo — fonte: sistema; periodicidade trimestral

Periodicidade
Trimestral

Cobertura — escolas com ≥1 produto publicado

Capilaridade nacional do repositório por escola judicial

Periodicidade
Semestral

Nº de relatos no Banco de Experiências

Retroalimentação do acervo com aplicação real em campo

Periodicidade
Semestral

Fases de implantação

Fase 0 · M0–M1

Validação

Especificação funcional do MVP; modelo da ficha técnica; protocolo de curadoria; parecer pedagógico aprovado pela Enfam. Marco: specs aprovadas.

Risco: divergência sobre critérios de curadoria → oficina de pactuação com as escolas.

Fase 1 · M1–M3

Piloto

MVP em homologação; turma-piloto do F1M3 redesenhado; lote inicial de metodologias curadas; instrumentos de coleta de evidências. Marco: lote curado e relatório aprovado.

Risco: baixa adesão → reconhecimento explícito da autoria e suporte ativo à produção.

Fase 2 · M3–M6

Escala nacional

Produção em todas as escolas; capacitação de avaliadores; verificação das cotas do BNF; CRIE em produção. Marco: plataforma em produção com adesão de X escolas.

Risco: gargalo na curadoria → prazos e níveis de serviço por fase definidos.

Fase 3 · M6–M12

Institucionalização

Painel de indicadores; ajustes do MVP; ato normativo de institucionalização; rotina de recuradoria periódica. Marco: norma publicada.

Risco: acervo desatualizado → rotina de recuradoria obrigatória com prazo definido.

Perguntas abertas — decisões críticas

Decisão 01

Habilitação dos autores

Exige-se ser formador certificado pelo BNF para cadastrar metodologias no CRIE? Isso afeta diretamente o volume de produção e a escala inicial.

Decisão 02

Critérios e prazos de curadoria

Quais são os critérios objetivos de cada fase e os prazos máximos por instância de revisão?

Decisão 03

Acesso ao acervo

O catálogo será aberto a toda a rede ou restrito por perfil/escola? A resposta afeta o impacto e a escala de reaplicação.

Grupo 6 · Conexã6 · Macrodesafio 01 · FOFO N1 e N2

“O espaço que ensina a ensinar.”

Modelo integrado de ambiente físico e virtual para a formação de formadores das Escolas de Magistratura. Responde ao Macrodesafio 01: como transformar os ambientes de ensino-aprendizagem em espaços mais participativos, colaborativos e significativos? Tipologia híbrida: produto físico-digital (dominante) + política institucional (secundário). A ambição de “padrão de excelência replicável” exige governança e normatização.

Mensagens-chave

“O ambiente também é método. Presencial e remoto, uma só experiência. Da sala de aula ao ecossistema de aprendizagem.

Configurações disponíveis da sala modular

Para formações em plenário

Para trabalho ativo

Para inovação e prototipagem

As três dimensões integradas

🔧 Dimensão física

💻 Dimensão digital

🔬 Laboratório pedagógico

Versões escalonáveis — equidade entre tribunais

⬡ Versão mínima

Mobiliário reconfigurável + conectividade básica + uma tela. Preserva os princípios pedagógicos sem alto investimento. Para escolas com menor orçamento.

⬡ Versão intermediária

Mobiliário + telas distribuídas + câmeras + plataforma básica de monitoramento. Para a maioria das escolas no médio prazo.

⬡ Versão completa

Ecossistema integral: ambas as dimensões + laboratório de IA + termômetro de emoções (com LGPD) + painel analítico consolidado.

Alinhamento normativo e risco LGPD específico

Atenção especial: termômetro de emoções

Indicadores

Taxa de ocupação do ambiente

% entre agenda e uso efetivo; fonte: sistema de reservas; periodicidade mensal

Meta
≥ 70%

Proporção de ações em formato ativo vs. expositivo

% de turmas usando ao menos uma metodologia ativa por registro de configuração

Meta
≥ 60%

Participantes remotos efetivamente integrados

% de presença ativa — não apenas conectados — por logs da plataforma

Meta
≥ 90%

Satisfação com a experiência de aprendizagem

Avaliação de reação por turma conforme Res. n. 2/2025

Meta
≥ 85%

Réplicas do padrão em outras escolas

Número de escolas que implantaram o AIFJ após publicação do manual de referência

Meta 12m
≥ 2

Fases de implantação

Fase 0 · M0–M1

Refinamento

Especificação funcional; parecer pedagógico; AIPD do termômetro de emoções (obrigatória); escuta de escolas anfitriãs. Marco: projeto aprovado pela Enfam e escola anfitriã.

Risco: termômetro juridicamente frágil → AIPD antes do piloto, sem exceção.

Fase 1 · M1–M6

Piloto

Sala-piloto instalada; 2–3 turmas FOFO conduzidas; instrumentos de coleta aplicados; relatório de evidências. Marco: ao menos 3 turmas com relatório aprovado.

Risco: tecnologia ofuscar a pedagogia → capacitar formadores antes de cada turma.

Fase 2 · M6–M12

Padrão nacional

Manual de referência; trilha de capacitação dos formadores; especificação replicável em 3 versões; ao menos 2 escolas aptas a replicar. Marco: padrão publicado.

Risco: heterogeneidade orçamentária → publicar versões escalonáveis.

Fase 3 · M12+

Institucionalização

Relatório de indicadores; ajustes do padrão; proposta de normatização ou recomendação da Enfam; ciclo avaliativo concluído. Marco: padrão institucionalizado.

Risco: descontinuidade → vínculo a instrumento normativo estável.

Perguntas abertas — decisões críticas

Decisão 01

Nível FOFO de referência

A qual nível o AIFJ se vincula prioritariamente — ou é transversal aos três? A resposta define o público e os requisitos técnicos mínimos.

Decisão 02

Termômetro de emoções

Capta dado individual identificável? Qual a base legal, quem é o encarregado e como garantir a anonimização?

Decisão 03

Custeio e escola-piloto

Onde será a sala-piloto e quem a custeia na Fase 1? Isso define prazo e orçamento reais.

Decisão 04

Caráter normativo

O padrão será imposto por norma ou ofertado como recomendação às escolas? Isso muda a força de adoção nacional.

Grupo 7 · MD3 · FOFO N1 Módulo 3

“Sentir para compreender. Compreender para decidir melhor.”

Metodologia replicável para o planejamento, execução e avaliação de ações formativas sobre temas sensíveis nas Escolas Judiciais e de Magistratura. Fluxo metodológico próprio: Conflito → Experiência → Reflexão → Fundamentação Técnica → Aplicação Prática. Problema do grupo: “Como podemos engajar os usuários em cursos com temáticas sensíveis?” Tipologia dominante: ferramenta pedagógica replicável. Secundário: política/arranjo institucional (repositório colaborativo entre escolas exige governança). Vincula-se ao M3 do N1 do FOFO (sistematização e reflexão sobre a prática docente, 16h presenciais).

Tom da metodologia

“Acolhedor e rigoroso. Fala com honestidade sobre temas difíceis sem sensacionalismo. Mais do que conhecer a lei, precisamos compreender as pessoas. Isso é o que o Fofo Sensível promove.

O que a metodologia faz — 7 ações estruturadas

1 Identifica o conflito concreto como ponto de partida

Levanta problemas reais, desafios dos profissionais e impactos na prestação jurisdicional — antes de qualquer conteúdo teórico.

2 Realiza diagnóstico prévio do público

Necessidades, resistências, percepções e dúvidas via questionário, entrevista ou grupo focal.

3 Seleciona estratégias humanizadoras

Storytelling, psicodrama, estudos de caso, simulações, gamificação — escolhidas conforme o tema e o perfil do público.

4 Conduz a experiência em ambiente seguro

Cria espaço de diálogo genuíno com combinados de respeito, escuta e confidencialidade.

5 Articula fundamentação técnico-jurídica à experiência

A teoria e a legislação vêm depois da vivência — nunca antes.

6 Avalia ampliação da compreensão

Não apenas satisfação: instrumentos que verificam novas perspectivas adquiridas sobre o fenômeno abordado.

Fluxo metodológico completo — 7 etapas (pré, durante e pós)

Pré 1

Identificação do conflito

Mapear conflitos concretos que motivam a demanda. 1–2 semanas antes da ação.

Pré 2

Diagnóstico da demanda

Levantamento de necessidades, resistências e dúvidas do público. 30–60 min/participante.

Dur 3

Abertura experiencial

Conflito concreto via storytelling, vídeo, caso ou psicodrama. Nunca legislação ou teoria. 20–40 min.

Dur 4

Descentramento e reflexão

Múltiplas perspectivas: quem é afetado? O que não está sendo visto? Role play, painel com pessoas impactadas. 30–60 min.

Dur 5

Fundamentação técnica

Embasamento jurídico e científico articulado à experiência vivenciada. Sempre após — jamais antes. 30–60 min.

Dur 6

Aplicação prática

Simulações, decisões-caso, planejamento de intervenção. 30–60 min.

Pós 7

Avaliação e registro

Instrumentos de reação e aprendizagem + contribuição ao repositório colaborativo. 15–20 min.

Guia rápido do formador — 10 orientações essenciais

01. Parta sempre do conflito concreto, não do conceito: pergunte-se qual situação real motiva esta formação.

02. Realize o diagnóstico antes: conheça as resistências e expectativas do público antes de planejar a estratégia.

03. Escolha uma metodologia humanizadora que aproxime os participantes das experiências dos sujeitos envolvidos.

04. Garanta ambiente seguro: estabeleça combinados de respeito, escuta e confidencialidade no início da ação.

05. Use as perguntas orientadoras de descentramento para ampliar perspectivas — nunca para induzir respostas.

06. Nunca inicie com legislação ou teoria: a fundamentação técnica deve vir após a experiência e a reflexão.

07. Inclua vozes diversas: pesquisadores, profissionais da rede de proteção e pessoas com experiência direta no tema.

08. Avalie ampliação da compreensão, não apenas satisfação: use instrumentos que verifiquem novas perspectivas.

09. Registre e compartilhe: casos, narrativas e materiais devem ser contribuídos ao repositório colaborativo.

10. Adapte o fluxo ao tema e ao público, preservando a sequência: conflito → experiência → reflexão → fundamentação → prática.

Materiais e templates necessários

Templates de diagnóstico

Recursos para condução

Avaliação e registro

Condições de uso

Turma

Até 30 participantes por edição para garantir ambiente seguro e participação ativa.

Duração

Mínimo de 4 horas para a aplicação completa do fluxo. Variável conforme o tema sensível abordado.

Perfil do facilitador

Formador(a) certificado(a) pelo FOFO, com familiaridade com metodologias ativas e capacidade de mediar polarizações.

Indicadores de resultado

Participantes que relatam ampliação da compreensão do fenômeno

Avaliação de aprendizagem pós-ação — mede mudança real de perspectiva, não apenas satisfação

Meta
80%

Participantes que identificam novas perspectivas de análise do conflito

Questionário de avaliação final com perguntas específicas de descentramento

Meta
75%

Satisfação com a metodologia — avaliação de reação

Instrumento Enfam conforme art. 58 da Res. n. 2/2025

Meta
> 4,0/5,0

Percepção de aplicabilidade à atuação profissional concreta

Questão específica no instrumento de avaliação

Meta
70%

Redução de resistências declaradas ao tema

Diagnóstico pré × avaliação pós — mede o efeito humanizador da metodologia

Meta
−30%

Escolas judiciais que aderiram à metodologia

Cadastro Enfam/repositório; periodicidade anual

Meta 1º ano
5 escolas

Fases de implantação

Fase 0 · M0–M2

Concepção

Diretrizes revisadas; consulta a formadores de 3 escolas piloto; mapeamento de temas sensíveis prioritários; ficha de mapeamento de conflito. Marco: validação multidisciplinar com ≥3 escolas.

Risco: baixa adesão das escolas → articular validação via DEF/Enfam.

Fase 1 · M3–M6

Piloto

Ação formativa piloto com mínimo 20 participantes; instrumentos aplicados; casos e narrativas coletados; guia do formador validado em campo. Marco: relatório aprovado.

Risco: resistência dos participantes ao tema → diagnóstico prévio e formador experiente em mediação de polarizações.

Fase 2 · M7–M12

Escala

Formação de formadores; repositório ativo com ≥10 contribuições; credenciamento junto à Enfam; adotada por ao menos 5 escolas. Marco: credenciamento em andamento.

Risco: sobrecarga das equipes pedagógicas → templates prontos e suporte técnico da Enfam.

Fase 3 · M13+

Institucionalização

Diretrizes v2.0; proposta de resolução ou nota orientadora da Enfam; evento nacional de boas práticas entre escolas. Marco: proposta normativa submetida.

Risco: perda de continuidade → vínculo ao BNF e ao calendário FOFO.

Perguntas abertas — decisões críticas

Decisão 01

Natureza do produto

O Fofo Sensível será um documento orientador (guia), um material de formação de formadores (curso) ou os dois? Define se a entrega principal é artefato textual ou ação formativa estruturada.

Decisão 02

Tema e escola do piloto

Qual é o tema sensível escolhido para o piloto e qual escola está disposta a ser a primeira a aplicar? Sem essa definição, a Fase 1 não pode avançar.

Decisão 03

Repositório colaborativo

Será integrado a uma plataforma existente (ex.: AVA da Enfam) ou criado do zero? Impacta o esforço técnico e a governança da curadoria.

Decisão 04

Ponto focal na Enfam

Quem na Enfam é o interlocutor responsável por receber e encaminhar esta proposta para credenciamento? Sem isso, a proposta perde continuidade pós-oficina.

Grupo 8 · ENAJU / CNJ · FOFO N1 e N2

“Quem forma, transforma.”

Programa institucional progressivo de desenvolvimento de formadores para a educação judicial, organizado em 8 trilhos formativos temáticos em dois blocos integrados: base docente (Trilhos 1–2, obrigatórios) e aprofundamento especializado (Trilhos 3–8, conforme perfil). Cada trilho resulta em um produto prático concreto verificável. O programa alimenta diretamente o BNF e é reconhecido pela Enfam nos termos da Resolução n. 6/2025. Tipologia: programa de capacitação (dominante) + serviço educacional contínuo (secundário).

Proposta central

“O FoFo Plus prepara quem vai preparar os formadores da educação judicial. Cada trilho entrega um produto prático real, não apenas um certificado. Você sai com algo que já pode usar.

Competências-alvo do programa

Docência e facilitação

Liderança e inovação educacional

Tecnologia e IA

Avaliação e inclusão

Os 8 trilhos formativos — estrutura completa

Trilho 1 · Obrigatório

Fundamentos da Docência Judicial

Base docente · 24h · Presencial · Microensino + laboratório docente · Produto: plano de aula aplicado em turma real

Trilho 2 · Obrigatório

Design de Aprendizagem e Facilitação

Base docente · 40h · Híbrido · Aprendizagem baseada em projeto · Produto: unidade de aprendizagem por competência

Trilho 3 · Aprofundamento

Liderança Educacional e Inovação

Multiplicação · 16h · Presencial · Comunidade de prática + projeto aplicado

Trilho 4 · Aprofundamento

IA Aplicada ao Ensino

Tecnologia · 16h · EaD · Laboratório de práticas com IA; criação de prompts pedagógicos

Trilho 5 · Aprofundamento

Formação de Conteudista para EaD

EaD · 20h · EaD · Produção orientada (project-based); roteirização e materiais didáticos

Trilho 6 · Aprofundamento

Formação de Tutores para EaD

Tutoria · 16h · EaD · Simulação de tutoria + roleplay; mediação em AVA e feedback formativo

Trilho 7 · Aprofundamento

Acessibilidade e Inclusão

Inclusão · 16h · Híbrido · Revisão colaborativa de materiais; desenho universal para aprendizagem

Trilho 8 · Aprofundamento

Processos Avaliativos

Avaliação · 16h · Híbrido · Análise de casos + construção de matriz avaliativa com rubricas

Trilha do participante

Itinerário obrigatório

O participante ingressa pelo Trilho 1 (porta de entrada para todos os perfis), avança para o Trilho 2 e recebe certificação de Nível 1 do FOFO compatível com a Resolução n. 6/2025.

Itinerário de aprofundamento

A partir dos Trilhos 1 e 2, o participante escolhe livremente entre os Trilhos 3 a 8 conforme papel institucional e necessidades. Não há pré-requisito entre os trilhos de aprofundamento entre si.

Sistema de avaliação em 5 dimensões

📋 Diagnóstica

Levantamento de experiências e expectativas no início de cada trilho via questionário ou dinâmica de mapeamento.

🔄 Processual

Feedbacks contínuos sobre entregas parciais (esboço de plano de aula, rascunho de rubrica) com critérios explícitos.

✅ Somativa

Entrega do produto final do trilho avaliada com rubrica de competência. A certificação exige aprovação nessa entrega.

💬 Reação

Instrumento padronizado ao final de cada trilho conforme exigência do art. 62 da Res. n. 2/2025.

📈 Institucional

Aferição do impacto na prática docente, com prazo de 3–6 meses após a certificação.

Indicadores

Taxa de conclusão por trilho

% de inscritos que entregam o produto final e recebem certificação

Meta
80%

Formadores certificados no BNF — 1º ano

Volume de formadores com registro ativo oriundos do programa

Meta
100

Escolas judiciais participantes — 1º ano

Capilaridade do programa no território nacional

Meta
10

Aplicação do produto na prática institucional

Transferência para a ação docente real (questionário 3 meses pós-certificação)

Meta
70%

Gestores que relatam melhoria percebida nos cursos

Avaliação institucional anual com gestores das escolas judiciais

Meta
70%

Cursos credenciados com cotas BNF atendidas

Conformidade normativa com a Resolução n. 6/2025, art. 9º

Meta
100%

Fases de implantação

Fase 0 · M0–M3

Validação

Escopo dos 8 trilhos; consulta às escolas parceiras; parecer normativo; rubricas somativas; seleção do corpo de formadores dos Trilhos 1 e 2. Marco: Trilhos 1 e 2 aprovados pela direção da ENAJU/CNJ.

Risco: divergência normativa com requisitos da Enfam → envolvimento da Enfam como parceira desde o início.

Fase 1 · M3–M6

Piloto

Edições piloto dos Trilhos 1 e 2 com 20–30 participantes de perfis distintos; instrumentos de coleta aplicados; revisão dos materiais. Marco: ≥20 certificados e relatório aprovado.

Risco: perfil excessivamente heterogêneo → convite direcionado a escolas com público identificado.

Fase 2 · M6–M12

Escala — 8 trilhos

Oferta regular dos Trilhos 1 e 2 (≥2 edições/ano); lançamento dos Trilhos 3–8; integração ao BNF; AVA operacional para EaD; protocolo de formação de novos formadores. Marco: todos os 8 trilhos ofertados ao menos uma vez.

Risco: insuficiência de formadores para T3–T8 → iniciar formação deles já na Fase 1.

Fase 3 · M12+

Avaliação de impacto

Relatório anual de impacto; revisão curricular dos trilhos; mecanismo de atualização contínua; guia de adesão para novas escolas; institucionalização por ato normativo da ENAJU/CNJ. Marco: ciclo avaliativo concluído e plano de evolução formalizado.

Risco: descontinuidade por mudança de gestão → normatização formal com previsão de recursos.

Perguntas abertas — decisões críticas

Decisão 01

Carga horária dos Trilhos 3–8

Qual a carga horária individual de cada trilho de aprofundamento? A soma deve atingir o mínimo de 48h exigido pelo N2 da Res. n. 6/2025.

Decisão 02

Modelo de governança

O programa será operado exclusivamente pela ENAJU/CNJ ou as escolas parceiras poderão ofertá-lo de forma descentralizada? Define formação de formadores, credenciamento e relação com o BNF.

Decisão 03

Trilhos obrigatórios para quem já tem N1

Para formadores que já possuem N1 do FOFO, o programa começa diretamente pelos trilhos de aprofundamento? Como será feita a validação do N1 anterior?

Decisão 04

Plataforma EaD

Existe plataforma já definida para os trilhos a distância (ex.: Moodle do CNJ ou da Enfam) ou precisa ser contratada? Condiciona prazo e custo da Fase 2.

Grupo 9 · Future-se · FOFO N2

“De conteúdo a experiência. De exposição a transformação.”

Oficina de redesenho pedagógico destinada ao FOFO N2. Ferramenta metodológica replicável que conduz formadores a revisitar conteúdos formativos já existentes e reorganizá-los a partir de quatro movimentos estruturados. Responde diretamente à crítica da fase de problematização: formação expositiva, descontextualizada e sem foco no público produz desinteresse e baixo impacto. A CoMova não é um curso em si — é um protocolo com passos definidos, fichas orientadoras e canvas de saída, replicável por qualquer escola judicial ou formador certificado pelo BNF.

Mote completo

“CoMova: porque formação que não move, não forma. Seus conteúdos já existem. A CoMova transforma a forma como eles chegam às pessoas. Formação que parte de problemas reais gera aprendizagem que dura.”

Os quatro movimentos da oficina

① Desafio contemporâneo

Que problema real este conteúdo ajuda a enfrentar? O formador situa o tema no mundo atual da magistratura e do serviço público.

② Situação-problema

Como converter o tema em dilema ético ou caso concreto? O conflito real é o ponto de partida — não o conceito abstrato.

③ Competência atitudinal

Que postura precisa ser desenvolvida ou transformada? O campo mais difícil — exemplos prontos ficam à disposição do facilitador.

④ Metodologia ativa

Como os participantes serão envolvidos? Escolha da experiência de aprendizagem mais adequada ao público e ao tema.

Canvas de saída — 8 campos obrigatórios

Campo 01

Tema / conteúdo

Qual conteúdo será trabalhado na formação?

Campo 02

Desafio contemporâneo

Que problema real este conteúdo ajuda a enfrentar?

Campo 03

Público-alvo

Para quem essa formação é necessária e urgente?

Campo 04

Competência atitudinal

Que postura precisa ser desenvolvida ou transformada?

Campo 05

Situação-problema

Que caso, dilema ético ou experiência será ponto de partida?

Campo 06

Metodologia ativa

Como os participantes serão envolvidos na aprendizagem?

Campo 07

Evidência de aprendizagem

Como perceber que houve aprendizagem real?

Campo 08

Impacto esperado

Que melhoria pode ocorrer na prática institucional?

Passo a passo da oficina — versão completa (4h)

30 min

Abertura diagnóstica

Painel “A Pior Aula Possível” — o facilitador provoca: “O que uma formação ruim tem em comum?” Registro coletivo em post-its mobiliza repertório crítico e gera pertencimento imediato

20 min

Apresentação do método

Os quatro movimentos e o canvas de 8 campos. Distribuição das fichas orientadoras para cada participante

60 min

Trabalho individual / duplas

Cada participante escolhe um conteúdo real do seu contexto e percorre os 4 movimentos com apoio das fichas

30 min

Socialização em grupos

Grupos de 3–4 pessoas trocam propostas e aplicam a lista de verificação pedagógica coletivamente

30 min

Plenária e devolutiva

2–3 participantes apresentam. Facilitador conduz devolutiva coletiva com critérios pedagógicos explícitos

20 min

Sistematização

Cada participante revisa e finaliza o plano orientador. Facilitador recolhe as produções como evidência de aprendizagem

Formatos disponíveis

Versão completa

4 horas · 12–30 participantes · Percurso integral com 4 movimentos, plenária e sistematização

Versão compacta

2 horas · Eventos e seminários · Apenas Movimentos 1 e 2

Versão EaD

Fichas digitais e fórum de socialização com acompanhamento formativo

Versão equipes pedagógicas

Foco no redesenho de trilhas completas pelas coordenações das escolas

Guia rápido do facilitador — 10 orientações

01. Comece com o diagnóstico negativo: o painel “A Pior Aula Possível” gera pertencimento e engajamento imediato.

02. Não corrija as escolhas de conteúdo dos participantes: qualquer tema é válido como ponto de partida.

03. O campo “competência atitudinal” tende a ser o mais difícil: tenha exemplos prontos disponíveis.

04. Estimule escolhas de situações-problema reais, não hipotéticas — a autenticidade é o que gera aprendizagem.

05. Na plenária, priorize a diversidade de temas, não a perfeição dos planos produzidos.

06. Reserve os últimos 10 minutos para que cada participante reescreva pelo menos um campo do canvas.

07. Recolha todos os canvas: eles são as evidências de aprendizagem para avaliação e certificação.

08. Encaminhe relatório consolidado à escola de origem em até 15 dias após a oficina.

09. Oriente os participantes a aplicarem o plano em até 60 dias e registrarem os resultados.

10. Use a lista de verificação pedagógica como ferramenta de apoio — nunca de julgamento.

Indicadores

Taxa de conclusão do canvas

Participantes que entregam o plano orientador completo ao final da oficina

Meta
85%

Cobertura de competências atitudinais

Diversidade de competências citadas nos planos — mede riqueza do redesenho

Meta
≥ 5 distintas

Satisfação com a metodologia (reação)

Formulário de avaliação de reação ao final de cada edição

Meta
4,0/5,0

Taxa de aplicação do plano

Participantes que relatam ter aplicado o plano orientador em até 60 dias após a oficina

Meta
50%

Qualidade dos redesenhos

Planos com situação-problema real e metodologia ativa explícita — análise pedagógica por turma

Meta
70% dos canvas

Impacto na prática formativa

Mudança percebida na abordagem docente — survey semestral de acompanhamento

Meta
60%

Fases de implantação

Fase 0 · M0–M2

Validação

Fichas e canvas finalizados; lista de verificação pedagógica; guia do facilitador em versão beta; consulta a 2 grupos de formadores. Marco: materiais validados por ≥10 participantes.

Risco: baixa adesão → envolver formadores do BNF já ativos.

Fase 1 · M3–M5

Piloto

Turma piloto de 15–20 participantes; instrumentos de reação e aprendizagem aplicados; canvas coletados e analisados; relatório aprovado. Marco: ≥15 participantes e relatório aprovado.

Risco: facilitador sem domínio → formação prévia de 2 facilitadores certificados antes do piloto.

Fase 2 · M6–M11

Credenciamento

Credenciamento formal na Enfam como ação oficial do FOFO N2; 3 turmas em escolas distintas; 5 facilitadores registrados no BNF; materiais em repositório acessível. Marco: 3 edições com avaliação positiva e credenciamento publicado.

Risco: resistência institucional → apresentar evidências de impacto do piloto.

Fase 3 · M12+

Portfólio FOFO N2

Relatório anual de indicadores; versão EaD desenvolvida; banco de situações-problema gerado pelos participantes; CoMova incluída no catálogo oficial do FOFO N2 com ≥2 edições anuais previstas. Marco: catálogo atualizado.

Risco: descontinuidade → institucionalização normativa da oferta.

Perguntas abertas — decisões críticas

Decisão 01

Posição no FOFO N2

A CoMova será ofertada como ação autônoma ou como módulo dentro de outro curso já existente? Define carga horária, credenciamento e estrutura de avaliação.

Decisão 02

Banco de situações-problema pré-elaboradas

Existe um banco de dilemas éticos para apoiar formadores com menos experiência no campo atitudinal? Sem esse recurso, o Movimento 2 pode ser superficial.

Decisão 03

Acompanhamento pós-oficina

Como verificar a aplicação do plano em até 60 dias? A ausência de acompanhamento compromete o indicador de impacto institucional.

Decisão 04

Versão EaD — escopo inicial ou evolução?

Se EaD entra já na Fase 1, a equipe técnica precisa ser montada com antecedência. Isso afeta prazo e orçamento da implantação.

Decisão 05

Quem valida o plano orientador?

O facilitador da oficina, a escola de origem ou o BNF? A definição desse fluxo é necessária para o credenciamento e emissão do certificado.