A metodologia MUDE organiza a oficina em quatro movimentos principais, que formam uma travessia — Mobilize, Unifique, Desenhe e Expanda. A partir deles, os participantes foram conduzidos por diversas dinâmicas de imersão, como: diagnóstico e “anti-diagnóstico” da educação judicial, identificação de sinais de futuro, criação de personas e elaboração de declarações sobre como imaginam a formação em 2035. Esse percurso possibilitou uma escuta qualificada das experiências das escolas e um alinhamento coletivo sobre os desafios e oportunidades para o futuro.
Esta página apresenta, de forma sintética e organizada, os principais resultados dessa construção coletiva e os horizontes de futuro identificados pela MUDE.
Protocolo Juntão
“Juntão, aprendemos mais. Juntão, transformamos o futuro.”
Instrumento normativo-orientador que define parâmetros mínimos para os ambientes físicos de aprendizagem das escolas judiciais e de magistratura. Organizado em cinco eixos, não é curso nem plataforma: é referência de projeto, de reforma e de auditoria de salas. Funciona como condição material para sustentar metodologias ativas, inclusão e bem-estar. Subtítulo: Parâmetros mínimos para espaços de aprendizagem colaborativos, inclusivos e significativos. O eixo dominante é institucional: sem adoção formal por instância competente, a ferramenta perde força.
“O espaço também ensina. Acessível para todos, do projeto à prática. Padrão mínimo, ambição máxima de aprendizagem.“
Os cinco eixos do protocolo
Flexibilidade do espaço
Mobília móvel e reorganização rápida para qualquer arranjo pedagógico
Equipamentos
Mesas, cadeiras e paredes ajustáveis, acopláveis e moduláveis
Participação e colaboração
Arranjos para trabalho em grupo, discussões orientadas e construção coletiva
Inclusão e acessibilidade
Salas térreas, Libras, legendas, contraste, conectividade com aparelhos auditivos, rampas e autodescrição
Bem-estar e conforto
Iluminação, ventilação, acústica, espaços de pausa e contato com a natureza
O que entrega
📐 Plano pedagógico
Inclusão real, horizontalidade, pertencimento, colaboração, dialogicidade e condições materiais para metodologias ativas. O ambiente como “terceiro educador”.
🏛 Plano institucional
Padronização da qualidade dos espaços, base objetiva para investimento e reforma, evidência de cumprimento de exigências de acessibilidade e planejamento plurianual.
⚖ Para o jurisdicionado
Ganho indireto: formação mais qualificada de quem atua na prestação jurisdicional — o espaço adequado eleva o padrão de toda a cadeia formativa.
Ciclo de uso
Diagnóstico
Checklist por eixo avalia o espaço com níveis mínimo e desejável
Priorização
Eixos 3 e 4 priorizados por maior impacto pedagógico e legal
Adequação
Reformas e aquisições conforme plano faseado e orçamento disponível
Validação
Laudo multidisciplinar certifica o espaço como “conforme” ao protocolo
Uso pedagógico
Sala em operação para módulos presenciais do FOFO (M1: 24h; M3: 16h)
Revisão periódica
Reauditoria e atualização (v2, v3…) vinculada ao planejamento plurianual
Atores e responsabilidades
Escola judicial / magistratura
- Titularidade e aprovação formal do protocolo
- Responsabilidade pela adequação progressiva
- Publicação como portaria, recomendação ou anexo técnico
Área pedagógica
- Tradução dos eixos em requisitos de ensino verificáveis
- Acompanhamento da adoção de metodologias ativas
Infraestrutura / engenharia
- Viabilidade construtiva e orçamentária
- Harmonização com NBR 9050 e normas de obras públicas
Comissão acessibilidade + TIC
- Validação integral do Eixo 4
- Conectividade, transmissão simultânea, aparelhos auditivos, Libras e baixa visão
Alinhamento normativo
Res. Enfam n. 2/2025 e n. 6/2025
- Arts. 58–62: o protocolo é condição material para cumprir a exigência de metodologias ativas que relacionem teoria e prática — um ambiente rígido inviabiliza essa exigência.
- Art. 54, §1º: a vedação a eventos meramente informativos reforça a necessidade de espaços de participação ativa, não de auditório passivo.
- Res. n. 6/2025: os módulos presenciais do FOFO (M1: 24h; M3: 16h) dependem diretamente de ambientes físicos qualificados.
- Risco jurídico: sem norma específica de infraestrutura física nas resoluções, o protocolo preencheria uma lacuna como ato infralegal da escola — requer pactuação sobre natureza vinculante.
Indicadores
Satisfação dos participantes com o ambiente
Avaliação de reação por turma — % de avaliações positivas sobre conforto, tecnologia e acessibilidade
% de salas prioritárias classificadas pelo protocolo
Inventário trimestral com checklist nos espaços de uso mais frequente
Adoção de metodologias ativas em salas conformes
Avaliação institucional semestral — % de ações com ao menos uma metodologia ativa registrada
Percepção de inclusão por usuários com deficiência
Instrumento específico de acessibilidade — meta indicativa a definir com a comissão
Tempo médio de reconfiguração entre dinâmicas
Registro da equipe de apoio — mede flexibilidade real do ambiente
Fases de implantação
Concepção e validação
Matriz de requisitos por eixo; parecer pedagógico, de acessibilidade e de infraestrutura; nota técnica de viabilidade. Marco: protocolo validado pelas três áreas.
Risco: eixos genéricos → converter em critérios verificáveis com níveis mínimo/desejável.
Piloto
Uma sala-teste adequada aos 5 eixos; instrumento de coleta; registro fotográfico antes/depois. Marco: relatório de avaliação aprovado.
Risco: custo elevado → priorizar Eixos 3 e 4, de maior impacto pedagógico e legal.
Implantação plena
Classificação de todos os espaços prioritários; plano faseado; capacitação das equipes operacionais. Marco: 100% das salas prioritárias classificadas.
Risco: restrição orçamentária → metas progressivas e parcerias.
Avaliação e evolução
Relatório de indicadores; protocolo v2; normatização permanente; vinculação ao planejamento plurianual. Marco: protocolo v2 incorporado a norma da escola.
Risco: descontinuidade → vínculo a instrumento normativo estável.
Perguntas abertas — decisões críticas
Natureza do instrumento
O protocolo será recomendação (adesão voluntária) ou requisito obrigatório para novos projetos e reformas? Isso muda o fluxo decisório e os riscos de implementação.
Identidade do Juntão
O logo se intitula “Comunidade de Formadores para Aprendizagens Significativas”. O Juntão é o espaço físico, a comunidade de formadores, ou ambos? Altera a tipologia da solução.
Titularidade
A quem cabe aprovar e manter o protocolo — a escola local, a rede de escolas ou a Enfam? Define a escala e a força normativa da entrega.
Recorte do piloto
Qual espaço e qual escola serão o piloto? Quais eixos têm prioridade dado o orçamento disponível?
Mensagens para divulgação
“O espaço também ensina antes de começar.” Ambientes adequados ampliam o impacto de cada formação.
“Inclusão começa antes da aula.” O diagnóstico prévio garante que todos participem plenamente.
“Um ambiente inteligente é aquele que se adapta à metodologia — não o contrário.”
ExperiencIA
“Cada turma tem uma realidade. Cada aprendizagem tem um caminho.”
Assistente inteligente de planejamento pedagógico integrado à política educacional “Rota de Aprendizagem: Descubra o Melhor Percurso para Ensinar”. Combina diagnóstico estruturado de turmas, análise por Inteligência Artificial e recomendações pedagógicas personalizadas. Serviço educacional contínuo (eixo dominante) com produto digital (eixo secundário): seu valor não está em um produto estático, mas no ciclo que se repete a cada nova ação formativa — diagnóstico, análise, recomendação, ajuste e avaliação.
“O ExperiencIA não substitui o docente. Ele amplia a visão do docente sobre quem está na sala. Planejar com dados não é burocracia — é o caminho mais curto para uma aprendizagem que faz sentido.”
Blueprint de serviço — 7 etapas da jornada
Plano inicial
Docente elabora plano preliminar (objetivos, competências, conteúdo, carga horária, metodologia, avaliação) via template padronizado
Diagnóstico
Participantes respondem questionário online após inscrição: perfil profissional, experiências prévias, expectativas, maturidade digital e uso de IA
Mapa diagnóstico
IA processa dados e gera Mapa Diagnóstico Inteligente com perfil individual e geral da turma, agrupamentos e padrões regionais
Recomendações
Motor de IA cruza plano de curso com mapa diagnóstico e entrega Relatório de Recomendações Pedagógicas Personalizadas
Recalcular a rota
Docente revisa e adapta o plano incorporando as recomendações; sistema registra alterações para avaliação institucional
Monitoramento formativo
Instrumento durante o curso para ajustes em tempo real; equipe pedagógica analisa dados e sinaliza mudanças necessárias
Avaliação de impacto
Avaliação final retroalimenta o sistema de recomendações para aperfeiçoamento contínuo
Alinhamento normativo
Res. Enfam n. 2/2025 (arts. 36–44 e 58–62) e Res. n. 6/2025 (art. 9º)
- Arts. 58–62: o sistema de avaliação formativa diagnóstica, processual e somativa é o mesmo que estrutura as Etapas 2, 6 e 7 da política educacional.
- Arts. 36–44: o ExperiencIA apoia o desenvolvimento contínuo de competências de docência e organização do trabalho pedagógico previsto para o FOFO.
- Art. 54, §1º: a solução não configura evento informativo — exige produção ativa do docente e gera artefatos pedagógicos concretos.
- Res. n. 6/2025, art. 9º: as cotas de formadores certificados no BNF são diretamente beneficiadas pela melhoria da qualidade docente promovida pelo ExperiencIA.
- Questão LGPD: os dados dos participantes (perfil, área de atuação, maturidade digital) exigem base legal, consentimento e tratamento seguro — parecer jurídico antes do piloto.
Equipe mínima para operação
Coordenador pedagógico
- Curadoria das recomendações e validação do questionário
- Suporte contínuo aos docentes usuários
Especialista em design instrucional
- Base de metodologias ativas e templates de plano de curso
Desenvolvedor / engenheiro de IA
- Motor de recomendação, plataforma web e backup humano no piloto
Analista de dados educacionais
- Mapas diagnósticos e relatórios de impacto por ciclo
Indicadores
Taxa de adesão ao diagnóstico
% de participantes inscritos que responderam ao questionário pré-curso
Taxa de adaptação do plano de curso
% de docentes que modificaram o plano após as recomendações geradas pelo sistema
Tempo médio do ciclo diagnóstico-recomendação
Dias entre fechamento de inscrições e entrega do relatório ao docente
Diversidade de metodologias adotadas
Aumento no número de metodologias distintas vs. período anterior à implantação
Alinhamento com metodologias ativas exigidas pela Enfam
% dos planos de curso revisados em conformidade com arts. 58–62 da Res. n. 2/2025
Satisfação dos docentes com o apoio
Pesquisa de reação pós-uso por turma
Transferência para a prática
% que declaram aplicação em prática profissional 90 dias após o curso
Fases de implantação
Concepção
Questionário validado; template de plano de curso; prova de conceito do motor de IA; normativo interno de uso; parecer pedagógico e jurídico aprovado pela Enfam.
Risco: resistência dos formadores ao diagnóstico → apresentação participativa dos benefícios em sessão do FOFO.
Piloto
2–3 turmas do FOFO; mínimo 30 participantes; log de recomendações geradas vs. adotadas; relatório de ajustes. Equipe pedagógica como backup humano durante o piloto.
Risco: falha técnica no motor de IA → backup humano de apoio pedagógico.
Implantação plena
Plataforma em produção; manual do docente; formação de formadores para uso autônomo; integração com LMS. Meta: 80% dos cursos FOFO credenciados usando o ExperiencIA.
Risco: heterogeneidade tecnológica → versão simplificada acessível por celular.
Evolução
Relatório anual de impacto; atualização da base de metodologias; proposta de credenciamento como ação FOFO N2; publicação de evidências em evento da Enfam.
Risco: obsolescência da IA → contrato de manutenção evolutiva e revisão anual da base.
Perguntas abertas — decisões críticas
Modelo operacional da IA
O ExperiencIA funcionará como agente autônomo, equipe humana especializada ou modelo híbrido? Define infraestrutura, custos e perfil da equipe.
Mantenedor tecnológico
Quem mantém a plataforma: a Enfam, escola judicial parceira ou empresa contratada? Determina instrumento jurídico e prazo real de implantação.
Obrigatoriedade do diagnóstico
O diagnóstico dos participantes será obrigatório para todos os cursos credenciados ou opcional para os formadores? Afeta escala de adoção e incentivos.
Carga horária FOFO
A conclusão do ciclo do ExperiencIA será reconhecida como carga horária FOFO (N1 M2 ou N2)? Define incentivo formal ao formador e amplia a adoção orgânica.
Conecta 2030
“Conectar pessoas, competências e inovação para construir a formação judicial que os desafios do futuro exigem.”
Pesquisa institucional prospectiva, de base empírica, que mapeia competências atuais e emergentes de magistrados, servidores e formadores — identificando lacunas entre a formação ofertada e os desafios contemporâneos da Justiça. Não é curso nem plataforma: é um arranjo de revisão curricular apoiado em pesquisa, cujo produto final é uma nova matriz de competências e um portfólio de conteúdos chancelados pela Enfam. Tipologia: política/arranjo institucional (dominante) + metodologia replicável (secundário — o próprio desenho de escuta pode ser reaplicado por outras escolas em futuras revisões).
“A formação que forma quem julga precisa acompanhar o que muda na Justiça. Competências de 2030, decididas com evidências e em rede.“
Ciclo completo da pesquisa — 6 etapas
Diagnóstico documental
Matriz vigente, avaliações de reação do FOFO N1 (marcos 2009–2015, 2016–2021, 2021–2026), relatórios e diretrizes Enfam
Survey eletrônico
150–300 magistrados, 150–300 servidores, 30–50 formadores: competências demandadas, lacunas, temas emergentes, uso de IA
Pesquisa qualitativa
Grupos focais (magistrados experientes e recém-ingressos, servidores, formadores) e entrevistas semiestruturadas com desembargadores, gestores e especialistas
Benchmarking
Escolas judiciais e instituições de referência nacionais e internacionais
Oficina de cocriação
Design Thinking, World Café e Canvas de Competências para construir a proposta preliminar de nova matriz
Consolidação e chancela
Nova matriz, portfólio de conteúdos, trilhas formativas e mapa de tendências 2030 — validados pelo grupo e chancelados pela Enfam
Escolas participantes do grupo de pesquisa
EJUD-PR
Escola Judicial do TJPR
Unicorp / TRF2
Escola de Magistratura Federal
EMERJ
Escola da Magistratura do RJ
ESMEC
Escola da Magistratura do CE
EPM
Escola Paulista da Magistratura
EJUD-TJDFT
Escola Judicial do DF e Territórios
EJE-TRE-MS
Escola Judiciária Eleitoral do MS
TJPE / ESMAPE
Escola Judicial de Pernambuco
O que a pesquisa entrega
📋 Plano pedagógico
Matriz de competências baseada em evidências, com alinhamento teoria–prática e ancoragem em metodologias ativas. Decisão curricular fundamentada e auditável.
🏛 Plano institucional
Portfólio atualizado de conteúdos, trilhas formativas, mapa de tendências para 2030 e proposta chancelada pela Enfam apta a orientar credenciamento e cotas do BNF.
⚖ Para o jurisdicionado
Formação mais aderente aos problemas reais do trabalho, com reflexo na qualidade da prestação jurisdicional.
Alinhamento normativo e riscos jurídico-institucionais
Res. Enfam n. 2/2025 e LGPD
- Arts. 58–62: a nova matriz deve internalizar a obrigatoriedade de metodologias ativas, avaliação diagnóstica, processual, somativa e de reação.
- Art. 54, §1º: a oficina de cocriação precisa ter natureza formativa — não de mero seminário informativo — para estar credenciável.
- Res. n. 6/2025: a matriz revisada orienta o credenciamento de ações e as cotas do BNF (art. 9º) em todos os novos cursos.
- LGPD: tratamento dos dados da pesquisa (incluindo séries históricas 2009–2026) exige base legal definida, responsável e anonimização — parecer antes da Fase 1.
- Risco institucional: sem pactuação prévia com a Enfam sobre formato e força da entrega, a proposta pode não ser incorporada. Mitigação: pactuar na Fase 0.
Indicadores da pesquisa
Taxa de resposta do survey por segmento
% de respondentes entre magistrados, servidores e formadores — mede o alcance da escuta
Cobertura amostral mínima atingida
≥150 magistrados, ≥150 servidores, ≥30 formadores respondentes
Nova matriz validada pela Enfam
Chancela formal para incorporação ao FOFO — indicador binário
% do portfólio adotado pelas escolas nos primeiros 12 meses
Conteúdos novos incorporados à programação das escolas após publicação da matriz
Aderência percebida formação–prática
Avaliação de reação dos formadores após adoção da nova matriz
Fases de implantação
Pactuação
Pactuar escopo e formato da entrega; adesão das escolas formalizada; instrumentos validados; parecer LGPD; plano aprovado pela Enfam. Marco: plano aprovado e N escolas formalizadas.
Risco: baixa adesão → patrocínio e pactuação institucional prévios.
Diagnóstico
Survey-piloto e ajuste; painel estatístico preliminar; mapa de competências emergentes; relatório documental aprovado. Marco: amostras mínimas atingidas por segmento.
Risco: baixa taxa de resposta → endosso institucional e comunicação dirigida.
Consolidação
Entrevistas e grupos focais concluídos; oficina de cocriação executada; nova matriz e portfólio formalmente submetidos à Enfam. Marco: matriz consolidada e submetida.
Risco: divergência entre atores → critérios explícitos de priorização e governança da decisão.
Institucionalização
Matriz chancelada; plano de transição curricular; painel de indicadores; cláusula de revisão periódica. Marco: incorporação por ato da Enfam.
Risco: não incorporação → cronograma e formato pactuados desde a Fase 0.
Perguntas abertas — decisões críticas
Escopo e nível FOFO
A solução deve focar o N2 ou assumir-se explicitamente transversal a todos os níveis? A resposta redefine público, amostra e produto final.
Natureza jurídica da entrega
O produto final será recomendação técnica, anexo curricular ou ato normativo da Enfam? Determina a força vinculante da nova matriz para as escolas.
Continuidade do processo
É um projeto finito (8 meses) ou um processo contínuo com revisão periódica institucionalizada? Quem sustenta após a entrega?
Critério de priorização
Diante de divergência entre formadores, magistrados e gestores, qual regra define quais competências entram na matriz final?
Sala de Aprendizagem Inteligente e Colaborativa
“O espaço que ensina antes de começar.”
Ambiente físico de ensino-aprendizagem projetado para ser flexível, tecnológico, acessível e acolhedor. É um produto físico-tecnológico com função pedagógica estruturante: não é curso nem metodologia — é o suporte material que torna possível qualquer metodologia ativa. Resolve o problema da inadequação dos ambientes às exigências pedagógicas das metodologias ativas. Sua disseminação em escala nacional requer um arranjo institucional que oriente sua adoção pelas escolas parceiras (eixo secundário de política institucional).
“Um formador certificado pelo BNF conduz uma ação do FOFO em espaço totalmente equipado, acessível e reconfigurável, sem depender de adaptações improvisadas. Um ambiente inteligente é aquele que se adapta à metodologia — não o contrário.“
MVP obrigatório vs. evoluções desejáveis
📦 MVP — itens essenciais
- Mobiliário móvel e ergonômico (mesas com rodízios, cadeiras reguláveis, divisórias móveis)
- Tela LED ou retroprojetor com passador sem fio
- Wi-Fi de alta capacidade e tomadas/USB distribuídas
- Quadro colaborativo e painel para post-its
- Iluminação regulável e climatização adequada
- Sinalização acessível (braile, contraste, tátil)
- Campo de diagnóstico de acessibilidade no formulário de inscrição
🚀 Evoluções desejáveis
- Murais digitais interativos integrados a plataformas educacionais
- Monitoramento de qualidade do ar e temperatura
- Câmeras e estações completas para aulas híbridas
- Espaço de convivência separado com mobiliário específico
- QR Code de frequência integrado ao sistema da escola
⚙ Requisitos não funcionais
- Lei Brasileira de Inclusão (n. 13.146/2015) e normas ABNT
- LGPD: dados de acessibilidade com acesso restrito à equipe de organização
- Integração com sistemas de gestão acadêmica de cada escola
- Espaço físico mínimo estimado: 50 m²
Jornada do usuário — ciclo de uma ação formativa
Diagnóstico de acessibilidade
Participante preenche campo de necessidades específicas; sistema sinaliza à equipe de apoio
Configuração da sala
Equipe organiza o espaço conforme metodologia prevista e necessidades identificadas
Boas-vindas digitais
Tela exibe boas-vindas, pauta e QR Code para registro de frequência
Recursos em uso
Formador usa recursos e reconfigura o espaço conforme cada dinâmica
Convivência
Participantes interagem no espaço de pausa projetado para troca de experiências
Registro e avaliação
Avaliação de reação coletada; uso da sala registrado para retroalimentar o planejamento
Papéis e permissões
Formador
- Acessa o planejamento do espaço antecipadamente
- Solicita configuração prévia conforme metodologia prevista
Equipe de apoio técnico
- Executa configuração física e tecnológica
- Garante disponibilidade e funcionamento de todos os recursos
Gestor da escola judicial
- Aprova padrões de uso e monitora indicadores de ocupação
- Aprova especificações técnicas e adequações físicas
Participante
- Informa necessidades de acessibilidade na inscrição
- Avalia o ambiente ao final da ação formativa
Indicadores
Satisfação com o ambiente (avaliação de reação)
% de avaliações positivas sobre conforto, tecnologia e acessibilidade — instrumento da Res. n. 2/2025
Uso de metodologias ativas nas ações realizadas no espaço
% de ações com ao menos uma metodologia ativa registrada no plano de aula
Taxa de diagnóstico de acessibilidade preenchido
% de inscrições com campo de acessibilidade respondido
Participantes com necessidades específicas atendidas plenamente
% de participantes cujas demandas de acessibilidade foram atendidas
Tempo médio de reconfiguração da sala entre dinâmicas
Registro da equipe de apoio por ação
Índice de replicação do modelo
Número de escolas que adotaram as especificações técnicas após o guia
Fases de implantação
Especificações técnicas
Documento técnico (mobiliário, tecnologia, acessibilidade); checklist de diagnóstico; protocolo de configurações por metodologia; validação pela Enfam. Marco: 2 escolas parceiras confirmadas.
Risco: custo de adequação → MVP de baixo custo como ponto de entrada.
Piloto em 2 escolas
Sala configurada em cada escola; 2 ações FOFO realizadas; mínimo 30 participantes/escola; relatório com pontos de melhoria. Marco: relatório aprovado pela coordenação.
Risco: infraestrutura predial incompatível → versão adaptada do MVP.
Escala nacional
Guia de implantação publicado; formação da equipe de apoio técnico; modelo replicado em ≥5 escolas; diagnóstico de acessibilidade integrado aos sistemas de inscrição. Marco: 5 escolas implantadas.
Risco: despadronização → guia técnico com variações permitidas e vedadas.
Normatização
Relatório consolidado; atualização das specs; proposta de normativo recomendando o padrão às escolas; plano de evolução com funcionalidades desejáveis. Marco: proposta encaminhada à Enfam.
Risco: perda de prioridade institucional → vincular resultados aos indicadores de qualidade do FOFO.
Perguntas abertas — decisões críticas
Escopo institucional
A solução se destina a reformar espaços existentes, a criar salas novas ou a propor um padrão mínimo que qualquer espaço deve cumprir antes de receber ações do FOFO?
Vínculo com o FOFO
A Sala Inteligente é condição obrigatória para ações do FOFO (ou de um nível específico), ou é recomendação de boas práticas?
Responsabilidade pelo custeio
Quem custeia e executa as adequações — a escola judicial de forma autônoma, a Enfam ou há cofinanciamento previsto?
Governança do padrão
Quem valida se uma sala atende às especificações? Haverá certificação ou credenciamento do espaço pela Enfam?
CRIE
“Quem cria, compartilha.”
Comunidade RENEJUM de Inovação em Educação Judicial — repositório digital nacional de estratégias metodológicas ativas criado e gerenciado pela Enfam, alimentado pelos produtos do Módulo 3 do FOFO N1 redesenhado para gerar entregáveis concretos. Plataforma digital de curadoria em três instâncias (formadores → escola → Enfam) que combina autoria docente, inteligência coletiva e memória metodológica da rede. O grafia oficial no RG é “RENEJUM”.
“Sua estratégia vira referência nacional. Um acervo vivo, curado pela Enfam. Menos retrabalho, mais inteligência coletiva.“
Ciclo de uso — do F1M3 redesenhado ao acervo nacional
Produção da estratégia
16h presenciais em formato de oficina — cada formador produz estratégia metodológica com ficha técnica (objetivos Bloom, etapas, materiais, recursos)
Cadastro no CRIE
Formador submete via formulário no portal da Enfam
Curadoria 1ª fase
Avaliação pelos próprios formadores da escola
Curadoria 2ª fase
Submissão e aprovação pela coordenação pedagógica da escola judicial
Curadoria 3ª fase
Seleção final pela Enfam — publicação no catálogo nacional
Busca e reaplicação
Catálogo com filtros por área, complexidade, duração, nível de Bloom e busca textual — disponível para toda a rede
Banco de Experiências
Docentes registram relatos de aplicação real, realimentando o acervo com evidências de campo
MVP vs. evoluções da plataforma
📦 MVP
- Cadastro de metodologia com ficha técnica
- Catálogo com filtros e busca textual
- Página de detalhes com download de anexos
- Perfil do docente autor
- Fluxo de curadoria em 3 fases
🚀 Evoluções
- Banco de Experiências com métricas qualitativas e quantitativas
- Ranking de visualizações e downloads
- Comentários colaborativos entre formadores
- Vinculação de codocência
- Dashboard consolidado de indicadores para a Enfam
⚙ Papéis e permissões
- Docente autor/coautor: cadastra, edita, comenta
- Avaliador/coordenação: curadoria 1ª e 2ª fases
- Gestor Enfam: curadoria final e governança do acervo nacional
- Administrador: configuração, suporte e LGPD
Alinhamento normativo
Res. Enfam n. 2/2025 e n. 6/2025
- O redesenho do F1M3 (16h presenciais em formato de oficina) converge com a vedação a ações meramente informativas (art. 54, §1º) — a produção de entregáveis é plenamente compatível.
- A curadoria deve observar as cotas de formadores certificados do BNF (Res. n. 6/2025, art. 9º) como critério de habilitação de autores e avaliadores.
- O Banco de Experiências mobiliza a experiência do adulto como recurso pedagógico — princípio andragógico central.
- Conformidade com eMAG/WCAG (acessibilidade digital) e LGPD no tratamento de dados de docentes.
Indicadores
Nº de metodologias cadastradas por mês
Volume de produção — fonte: sistema; periodicidade mensal; meta crescente ao longo das fases
Tempo médio de curadoria por submissão
Agilidade do processo de validação em cada instância
Downloads e reaplicações por metodologia
Uso efetivo do acervo — fonte: sistema; periodicidade trimestral
Cobertura — escolas com ≥1 produto publicado
Capilaridade nacional do repositório por escola judicial
Nº de relatos no Banco de Experiências
Retroalimentação do acervo com aplicação real em campo
Fases de implantação
Validação
Especificação funcional do MVP; modelo da ficha técnica; protocolo de curadoria; parecer pedagógico aprovado pela Enfam. Marco: specs aprovadas.
Risco: divergência sobre critérios de curadoria → oficina de pactuação com as escolas.
Piloto
MVP em homologação; turma-piloto do F1M3 redesenhado; lote inicial de metodologias curadas; instrumentos de coleta de evidências. Marco: lote curado e relatório aprovado.
Risco: baixa adesão → reconhecimento explícito da autoria e suporte ativo à produção.
Escala nacional
Produção em todas as escolas; capacitação de avaliadores; verificação das cotas do BNF; CRIE em produção. Marco: plataforma em produção com adesão de X escolas.
Risco: gargalo na curadoria → prazos e níveis de serviço por fase definidos.
Institucionalização
Painel de indicadores; ajustes do MVP; ato normativo de institucionalização; rotina de recuradoria periódica. Marco: norma publicada.
Risco: acervo desatualizado → rotina de recuradoria obrigatória com prazo definido.
Perguntas abertas — decisões críticas
Habilitação dos autores
Exige-se ser formador certificado pelo BNF para cadastrar metodologias no CRIE? Isso afeta diretamente o volume de produção e a escala inicial.
Critérios e prazos de curadoria
Quais são os critérios objetivos de cada fase e os prazos máximos por instância de revisão?
Acesso ao acervo
O catálogo será aberto a toda a rede ou restrito por perfil/escola? A resposta afeta o impacto e a escala de reaplicação.
AIFJ — Ambiente Inteligente de Formação Judicial
“O espaço que ensina a ensinar.”
Modelo integrado de ambiente físico e virtual para a formação de formadores das Escolas de Magistratura. Responde ao Macrodesafio 01: como transformar os ambientes de ensino-aprendizagem em espaços mais participativos, colaborativos e significativos? Tipologia híbrida: produto físico-digital (dominante) + política institucional (secundário). A ambição de “padrão de excelência replicável” exige governança e normatização.
“O ambiente também é método. Presencial e remoto, uma só experiência. Da sala de aula ao ecossistema de aprendizagem.“
Configurações disponíveis da sala modular
Para formações em plenário
- Auditório: exposições dialogadas com grande número de participantes
- Semicírculo: debates e discussões orientadas em grupo amplo
Para trabalho ativo
- Formato U: interação equilibrada com participação de todos
- Duplas: trabalho em pares com foco individual ou comparativo
Para inovação e prototipagem
- Ilhas colaborativas: projetos em grupo e metodologias de construção coletiva
- Laboratório de inovação: IA, prototipagem e metodologias disruptivas
As três dimensões integradas
🔧 Dimensão física
- Mobiliário modular reconfigurável
- Telas distribuídas e interativas
- Acústica inteligente com som distribuído
- Segunda entrada independente para participantes remotos
💻 Dimensão digital
- Plataforma de monitoramento de engajamento em tempo real
- Termômetro de emoções (dado sensível — base legal LGPD obrigatória antes do piloto)
- Conectividade robusta para turma híbrida
- Integração com LMS e sistemas da escola judicial
🔬 Laboratório pedagógico
- Teste de metodologias ativas e IA em contexto real
- Apoio à capacitação permanente dos formadores
- Geração de dados para ajuste contínuo das turmas
Versões escalonáveis — equidade entre tribunais
⬡ Versão mínima
Mobiliário reconfigurável + conectividade básica + uma tela. Preserva os princípios pedagógicos sem alto investimento. Para escolas com menor orçamento.
⬡ Versão intermediária
Mobiliário + telas distribuídas + câmeras + plataforma básica de monitoramento. Para a maioria das escolas no médio prazo.
⬡ Versão completa
Ecossistema integral: ambas as dimensões + laboratório de IA + termômetro de emoções (com LGPD) + painel analítico consolidado.
Alinhamento normativo e risco LGPD específico
Atenção especial: termômetro de emoções
- O "termômetro de emoções" captura dado potencialmente identificável — dado sensível na classificação da LGPD (Lei n. 13.709/2018).
- Exige: base legal definida, consentimento explícito, anonimização, encarregado de dados designado e Avaliação de Impacto à Proteção de Dados (AIPD) antes do piloto.
- O credenciamento pelas Resoluções Enfam recai sobre as ações formativas, não sobre o ambiente — o AIFJ deve viabilizar avaliação formativa, não substituí-la.
- A vedação a eventos "meramente informativos" (Res. n. 2/2025, art. 54, §1º) reforça que a plataforma de monitoramento deve servir à aprendizagem ativa.
Indicadores
Taxa de ocupação do ambiente
% entre agenda e uso efetivo; fonte: sistema de reservas; periodicidade mensal
Proporção de ações em formato ativo vs. expositivo
% de turmas usando ao menos uma metodologia ativa por registro de configuração
Participantes remotos efetivamente integrados
% de presença ativa — não apenas conectados — por logs da plataforma
Satisfação com a experiência de aprendizagem
Avaliação de reação por turma conforme Res. n. 2/2025
Réplicas do padrão em outras escolas
Número de escolas que implantaram o AIFJ após publicação do manual de referência
Fases de implantação
Refinamento
Especificação funcional; parecer pedagógico; AIPD do termômetro de emoções (obrigatória); escuta de escolas anfitriãs. Marco: projeto aprovado pela Enfam e escola anfitriã.
Risco: termômetro juridicamente frágil → AIPD antes do piloto, sem exceção.
Piloto
Sala-piloto instalada; 2–3 turmas FOFO conduzidas; instrumentos de coleta aplicados; relatório de evidências. Marco: ao menos 3 turmas com relatório aprovado.
Risco: tecnologia ofuscar a pedagogia → capacitar formadores antes de cada turma.
Padrão nacional
Manual de referência; trilha de capacitação dos formadores; especificação replicável em 3 versões; ao menos 2 escolas aptas a replicar. Marco: padrão publicado.
Risco: heterogeneidade orçamentária → publicar versões escalonáveis.
Institucionalização
Relatório de indicadores; ajustes do padrão; proposta de normatização ou recomendação da Enfam; ciclo avaliativo concluído. Marco: padrão institucionalizado.
Risco: descontinuidade → vínculo a instrumento normativo estável.
Perguntas abertas — decisões críticas
Nível FOFO de referência
A qual nível o AIFJ se vincula prioritariamente — ou é transversal aos três? A resposta define o público e os requisitos técnicos mínimos.
Termômetro de emoções
Capta dado individual identificável? Qual a base legal, quem é o encarregado e como garantir a anonimização?
Custeio e escola-piloto
Onde será a sala-piloto e quem a custeia na Fase 1? Isso define prazo e orçamento reais.
Caráter normativo
O padrão será imposto por norma ou ofertado como recomendação às escolas? Isso muda a força de adoção nacional.
Fofo Sensível
“Sentir para compreender. Compreender para decidir melhor.”
Metodologia replicável para o planejamento, execução e avaliação de ações formativas sobre temas sensíveis nas Escolas Judiciais e de Magistratura. Fluxo metodológico próprio: Conflito → Experiência → Reflexão → Fundamentação Técnica → Aplicação Prática. Problema do grupo: “Como podemos engajar os usuários em cursos com temáticas sensíveis?” Tipologia dominante: ferramenta pedagógica replicável. Secundário: política/arranjo institucional (repositório colaborativo entre escolas exige governança). Vincula-se ao M3 do N1 do FOFO (sistematização e reflexão sobre a prática docente, 16h presenciais).
“Acolhedor e rigoroso. Fala com honestidade sobre temas difíceis sem sensacionalismo. Mais do que conhecer a lei, precisamos compreender as pessoas. Isso é o que o Fofo Sensível promove.“
O que a metodologia faz — 7 ações estruturadas
1 Identifica o conflito concreto como ponto de partida
Levanta problemas reais, desafios dos profissionais e impactos na prestação jurisdicional — antes de qualquer conteúdo teórico.
2 Realiza diagnóstico prévio do público
Necessidades, resistências, percepções e dúvidas via questionário, entrevista ou grupo focal.
3 Seleciona estratégias humanizadoras
Storytelling, psicodrama, estudos de caso, simulações, gamificação — escolhidas conforme o tema e o perfil do público.
4 Conduz a experiência em ambiente seguro
Cria espaço de diálogo genuíno com combinados de respeito, escuta e confidencialidade.
5 Articula fundamentação técnico-jurídica à experiência
A teoria e a legislação vêm depois da vivência — nunca antes.
6 Avalia ampliação da compreensão
Não apenas satisfação: instrumentos que verificam novas perspectivas adquiridas sobre o fenômeno abordado.
Fluxo metodológico completo — 7 etapas (pré, durante e pós)
Identificação do conflito
Mapear conflitos concretos que motivam a demanda. 1–2 semanas antes da ação.
Diagnóstico da demanda
Levantamento de necessidades, resistências e dúvidas do público. 30–60 min/participante.
Abertura experiencial
Conflito concreto via storytelling, vídeo, caso ou psicodrama. Nunca legislação ou teoria. 20–40 min.
Descentramento e reflexão
Múltiplas perspectivas: quem é afetado? O que não está sendo visto? Role play, painel com pessoas impactadas. 30–60 min.
Fundamentação técnica
Embasamento jurídico e científico articulado à experiência vivenciada. Sempre após — jamais antes. 30–60 min.
Aplicação prática
Simulações, decisões-caso, planejamento de intervenção. 30–60 min.
Avaliação e registro
Instrumentos de reação e aprendizagem + contribuição ao repositório colaborativo. 15–20 min.
Guia rápido do formador — 10 orientações essenciais
01. Parta sempre do conflito concreto, não do conceito: pergunte-se qual situação real motiva esta formação.
02. Realize o diagnóstico antes: conheça as resistências e expectativas do público antes de planejar a estratégia.
03. Escolha uma metodologia humanizadora que aproxime os participantes das experiências dos sujeitos envolvidos.
04. Garanta ambiente seguro: estabeleça combinados de respeito, escuta e confidencialidade no início da ação.
05. Use as perguntas orientadoras de descentramento para ampliar perspectivas — nunca para induzir respostas.
06. Nunca inicie com legislação ou teoria: a fundamentação técnica deve vir após a experiência e a reflexão.
07. Inclua vozes diversas: pesquisadores, profissionais da rede de proteção e pessoas com experiência direta no tema.
08. Avalie ampliação da compreensão, não apenas satisfação: use instrumentos que verifiquem novas perspectivas.
09. Registre e compartilhe: casos, narrativas e materiais devem ser contribuídos ao repositório colaborativo.
10. Adapte o fluxo ao tema e ao público, preservando a sequência: conflito → experiência → reflexão → fundamentação → prática.
Materiais e templates necessários
Templates de diagnóstico
- Ficha de mapeamento de conflito (identificação do problema concreto)
- Questionário de diagnóstico de necessidades formativas
Recursos para condução
- Banco de narrativas e estudos de caso (repositório colaborativo)
- Roteiro para psicodrama e simulações
- Perguntas orientadoras de descentramento
Avaliação e registro
- Instrumento de avaliação de reação e de aprendizagem
- Guia rápido do formador (as 10 orientações acima)
- Protocolo de contribuição ao repositório colaborativo
Condições de uso
Turma
Até 30 participantes por edição para garantir ambiente seguro e participação ativa.
Duração
Mínimo de 4 horas para a aplicação completa do fluxo. Variável conforme o tema sensível abordado.
Perfil do facilitador
Formador(a) certificado(a) pelo FOFO, com familiaridade com metodologias ativas e capacidade de mediar polarizações.
Indicadores de resultado
Participantes que relatam ampliação da compreensão do fenômeno
Avaliação de aprendizagem pós-ação — mede mudança real de perspectiva, não apenas satisfação
Participantes que identificam novas perspectivas de análise do conflito
Questionário de avaliação final com perguntas específicas de descentramento
Satisfação com a metodologia — avaliação de reação
Instrumento Enfam conforme art. 58 da Res. n. 2/2025
Percepção de aplicabilidade à atuação profissional concreta
Questão específica no instrumento de avaliação
Redução de resistências declaradas ao tema
Diagnóstico pré × avaliação pós — mede o efeito humanizador da metodologia
Escolas judiciais que aderiram à metodologia
Cadastro Enfam/repositório; periodicidade anual
Fases de implantação
Concepção
Diretrizes revisadas; consulta a formadores de 3 escolas piloto; mapeamento de temas sensíveis prioritários; ficha de mapeamento de conflito. Marco: validação multidisciplinar com ≥3 escolas.
Risco: baixa adesão das escolas → articular validação via DEF/Enfam.
Piloto
Ação formativa piloto com mínimo 20 participantes; instrumentos aplicados; casos e narrativas coletados; guia do formador validado em campo. Marco: relatório aprovado.
Risco: resistência dos participantes ao tema → diagnóstico prévio e formador experiente em mediação de polarizações.
Escala
Formação de formadores; repositório ativo com ≥10 contribuições; credenciamento junto à Enfam; adotada por ao menos 5 escolas. Marco: credenciamento em andamento.
Risco: sobrecarga das equipes pedagógicas → templates prontos e suporte técnico da Enfam.
Institucionalização
Diretrizes v2.0; proposta de resolução ou nota orientadora da Enfam; evento nacional de boas práticas entre escolas. Marco: proposta normativa submetida.
Risco: perda de continuidade → vínculo ao BNF e ao calendário FOFO.
Perguntas abertas — decisões críticas
Natureza do produto
O Fofo Sensível será um documento orientador (guia), um material de formação de formadores (curso) ou os dois? Define se a entrega principal é artefato textual ou ação formativa estruturada.
Tema e escola do piloto
Qual é o tema sensível escolhido para o piloto e qual escola está disposta a ser a primeira a aplicar? Sem essa definição, a Fase 1 não pode avançar.
Repositório colaborativo
Será integrado a uma plataforma existente (ex.: AVA da Enfam) ou criado do zero? Impacta o esforço técnico e a governança da curadoria.
Ponto focal na Enfam
Quem na Enfam é o interlocutor responsável por receber e encaminhar esta proposta para credenciamento? Sem isso, a proposta perde continuidade pós-oficina.
FoFo Plus
“Quem forma, transforma.”
Programa institucional progressivo de desenvolvimento de formadores para a educação judicial, organizado em 8 trilhos formativos temáticos em dois blocos integrados: base docente (Trilhos 1–2, obrigatórios) e aprofundamento especializado (Trilhos 3–8, conforme perfil). Cada trilho resulta em um produto prático concreto verificável. O programa alimenta diretamente o BNF e é reconhecido pela Enfam nos termos da Resolução n. 6/2025. Tipologia: programa de capacitação (dominante) + serviço educacional contínuo (secundário).
“O FoFo Plus prepara quem vai preparar os formadores da educação judicial. Cada trilho entrega um produto prático real, não apenas um certificado. Você sai com algo que já pode usar.“
Competências-alvo do programa
Docência e facilitação
- Planejar e conduzir ações formativas para adultos com objetivos claros, estratégias adequadas e avaliação da aprendizagem
- Desenhar experiências baseadas em competências com metodologias ativas, rubricas e evidências
Liderança e inovação educacional
- Liderar processos de formação de formadores articulando mentoria, inovação e avaliação de impacto institucional
- Arquitetar programas de educação judicial de médio e longo prazo
Tecnologia e IA
- Integrar ferramentas de IA ao planejamento, mediação e avaliação com uso ético e crítico
- Produzir e mediar conteúdos em modalidades a distância e híbridas com atenção à acessibilidade
Avaliação e inclusão
- Planejar e executar processos avaliativos alinhados a objetivos, competências e melhoria contínua
- Aplicar desenho universal, adaptar materiais e identificar barreiras à participação
Os 8 trilhos formativos — estrutura completa
Fundamentos da Docência Judicial
Base docente · 24h · Presencial · Microensino + laboratório docente · Produto: plano de aula aplicado em turma real
Design de Aprendizagem e Facilitação
Base docente · 40h · Híbrido · Aprendizagem baseada em projeto · Produto: unidade de aprendizagem por competência
Liderança Educacional e Inovação
Multiplicação · 16h · Presencial · Comunidade de prática + projeto aplicado
IA Aplicada ao Ensino
Tecnologia · 16h · EaD · Laboratório de práticas com IA; criação de prompts pedagógicos
Formação de Conteudista para EaD
EaD · 20h · EaD · Produção orientada (project-based); roteirização e materiais didáticos
Formação de Tutores para EaD
Tutoria · 16h · EaD · Simulação de tutoria + roleplay; mediação em AVA e feedback formativo
Acessibilidade e Inclusão
Inclusão · 16h · Híbrido · Revisão colaborativa de materiais; desenho universal para aprendizagem
Processos Avaliativos
Avaliação · 16h · Híbrido · Análise de casos + construção de matriz avaliativa com rubricas
Trilha do participante
Itinerário obrigatório
O participante ingressa pelo Trilho 1 (porta de entrada para todos os perfis), avança para o Trilho 2 e recebe certificação de Nível 1 do FOFO compatível com a Resolução n. 6/2025.
Itinerário de aprofundamento
A partir dos Trilhos 1 e 2, o participante escolhe livremente entre os Trilhos 3 a 8 conforme papel institucional e necessidades. Não há pré-requisito entre os trilhos de aprofundamento entre si.
Sistema de avaliação em 5 dimensões
📋 Diagnóstica
Levantamento de experiências e expectativas no início de cada trilho via questionário ou dinâmica de mapeamento.
🔄 Processual
Feedbacks contínuos sobre entregas parciais (esboço de plano de aula, rascunho de rubrica) com critérios explícitos.
✅ Somativa
Entrega do produto final do trilho avaliada com rubrica de competência. A certificação exige aprovação nessa entrega.
💬 Reação
Instrumento padronizado ao final de cada trilho conforme exigência do art. 62 da Res. n. 2/2025.
📈 Institucional
Aferição do impacto na prática docente, com prazo de 3–6 meses após a certificação.
Indicadores
Taxa de conclusão por trilho
% de inscritos que entregam o produto final e recebem certificação
Formadores certificados no BNF — 1º ano
Volume de formadores com registro ativo oriundos do programa
Escolas judiciais participantes — 1º ano
Capilaridade do programa no território nacional
Aplicação do produto na prática institucional
Transferência para a ação docente real (questionário 3 meses pós-certificação)
Gestores que relatam melhoria percebida nos cursos
Avaliação institucional anual com gestores das escolas judiciais
Cursos credenciados com cotas BNF atendidas
Conformidade normativa com a Resolução n. 6/2025, art. 9º
Fases de implantação
Validação
Escopo dos 8 trilhos; consulta às escolas parceiras; parecer normativo; rubricas somativas; seleção do corpo de formadores dos Trilhos 1 e 2. Marco: Trilhos 1 e 2 aprovados pela direção da ENAJU/CNJ.
Risco: divergência normativa com requisitos da Enfam → envolvimento da Enfam como parceira desde o início.
Piloto
Edições piloto dos Trilhos 1 e 2 com 20–30 participantes de perfis distintos; instrumentos de coleta aplicados; revisão dos materiais. Marco: ≥20 certificados e relatório aprovado.
Risco: perfil excessivamente heterogêneo → convite direcionado a escolas com público identificado.
Escala — 8 trilhos
Oferta regular dos Trilhos 1 e 2 (≥2 edições/ano); lançamento dos Trilhos 3–8; integração ao BNF; AVA operacional para EaD; protocolo de formação de novos formadores. Marco: todos os 8 trilhos ofertados ao menos uma vez.
Risco: insuficiência de formadores para T3–T8 → iniciar formação deles já na Fase 1.
Avaliação de impacto
Relatório anual de impacto; revisão curricular dos trilhos; mecanismo de atualização contínua; guia de adesão para novas escolas; institucionalização por ato normativo da ENAJU/CNJ. Marco: ciclo avaliativo concluído e plano de evolução formalizado.
Risco: descontinuidade por mudança de gestão → normatização formal com previsão de recursos.
Perguntas abertas — decisões críticas
Carga horária dos Trilhos 3–8
Qual a carga horária individual de cada trilho de aprofundamento? A soma deve atingir o mínimo de 48h exigido pelo N2 da Res. n. 6/2025.
Modelo de governança
O programa será operado exclusivamente pela ENAJU/CNJ ou as escolas parceiras poderão ofertá-lo de forma descentralizada? Define formação de formadores, credenciamento e relação com o BNF.
Trilhos obrigatórios para quem já tem N1
Para formadores que já possuem N1 do FOFO, o programa começa diretamente pelos trilhos de aprofundamento? Como será feita a validação do N1 anterior?
Plataforma EaD
Existe plataforma já definida para os trilhos a distância (ex.: Moodle do CNJ ou da Enfam) ou precisa ser contratada? Condiciona prazo e custo da Fase 2.
CoMova
“De conteúdo a experiência. De exposição a transformação.”
Oficina de redesenho pedagógico destinada ao FOFO N2. Ferramenta metodológica replicável que conduz formadores a revisitar conteúdos formativos já existentes e reorganizá-los a partir de quatro movimentos estruturados. Responde diretamente à crítica da fase de problematização: formação expositiva, descontextualizada e sem foco no público produz desinteresse e baixo impacto. A CoMova não é um curso em si — é um protocolo com passos definidos, fichas orientadoras e canvas de saída, replicável por qualquer escola judicial ou formador certificado pelo BNF.
“CoMova: porque formação que não move, não forma. Seus conteúdos já existem. A CoMova transforma a forma como eles chegam às pessoas. Formação que parte de problemas reais gera aprendizagem que dura.”
Os quatro movimentos da oficina
① Desafio contemporâneo
Que problema real este conteúdo ajuda a enfrentar? O formador situa o tema no mundo atual da magistratura e do serviço público.
② Situação-problema
Como converter o tema em dilema ético ou caso concreto? O conflito real é o ponto de partida — não o conceito abstrato.
③ Competência atitudinal
Que postura precisa ser desenvolvida ou transformada? O campo mais difícil — exemplos prontos ficam à disposição do facilitador.
④ Metodologia ativa
Como os participantes serão envolvidos? Escolha da experiência de aprendizagem mais adequada ao público e ao tema.
Canvas de saída — 8 campos obrigatórios
Tema / conteúdo
Qual conteúdo será trabalhado na formação?
Desafio contemporâneo
Que problema real este conteúdo ajuda a enfrentar?
Público-alvo
Para quem essa formação é necessária e urgente?
Competência atitudinal
Que postura precisa ser desenvolvida ou transformada?
Situação-problema
Que caso, dilema ético ou experiência será ponto de partida?
Metodologia ativa
Como os participantes serão envolvidos na aprendizagem?
Evidência de aprendizagem
Como perceber que houve aprendizagem real?
Impacto esperado
Que melhoria pode ocorrer na prática institucional?
Passo a passo da oficina — versão completa (4h)
Abertura diagnóstica
Painel “A Pior Aula Possível” — o facilitador provoca: “O que uma formação ruim tem em comum?” Registro coletivo em post-its mobiliza repertório crítico e gera pertencimento imediato
Apresentação do método
Os quatro movimentos e o canvas de 8 campos. Distribuição das fichas orientadoras para cada participante
Trabalho individual / duplas
Cada participante escolhe um conteúdo real do seu contexto e percorre os 4 movimentos com apoio das fichas
Socialização em grupos
Grupos de 3–4 pessoas trocam propostas e aplicam a lista de verificação pedagógica coletivamente
Plenária e devolutiva
2–3 participantes apresentam. Facilitador conduz devolutiva coletiva com critérios pedagógicos explícitos
Sistematização
Cada participante revisa e finaliza o plano orientador. Facilitador recolhe as produções como evidência de aprendizagem
Formatos disponíveis
Versão completa
4 horas · 12–30 participantes · Percurso integral com 4 movimentos, plenária e sistematização
Versão compacta
2 horas · Eventos e seminários · Apenas Movimentos 1 e 2
Versão EaD
Fichas digitais e fórum de socialização com acompanhamento formativo
Versão equipes pedagógicas
Foco no redesenho de trilhas completas pelas coordenações das escolas
Guia rápido do facilitador — 10 orientações
01. Comece com o diagnóstico negativo: o painel “A Pior Aula Possível” gera pertencimento e engajamento imediato.
02. Não corrija as escolhas de conteúdo dos participantes: qualquer tema é válido como ponto de partida.
03. O campo “competência atitudinal” tende a ser o mais difícil: tenha exemplos prontos disponíveis.
04. Estimule escolhas de situações-problema reais, não hipotéticas — a autenticidade é o que gera aprendizagem.
05. Na plenária, priorize a diversidade de temas, não a perfeição dos planos produzidos.
06. Reserve os últimos 10 minutos para que cada participante reescreva pelo menos um campo do canvas.
07. Recolha todos os canvas: eles são as evidências de aprendizagem para avaliação e certificação.
08. Encaminhe relatório consolidado à escola de origem em até 15 dias após a oficina.
09. Oriente os participantes a aplicarem o plano em até 60 dias e registrarem os resultados.
10. Use a lista de verificação pedagógica como ferramenta de apoio — nunca de julgamento.
Indicadores
Taxa de conclusão do canvas
Participantes que entregam o plano orientador completo ao final da oficina
Cobertura de competências atitudinais
Diversidade de competências citadas nos planos — mede riqueza do redesenho
Satisfação com a metodologia (reação)
Formulário de avaliação de reação ao final de cada edição
Taxa de aplicação do plano
Participantes que relatam ter aplicado o plano orientador em até 60 dias após a oficina
Qualidade dos redesenhos
Planos com situação-problema real e metodologia ativa explícita — análise pedagógica por turma
Impacto na prática formativa
Mudança percebida na abordagem docente — survey semestral de acompanhamento
Fases de implantação
Validação
Fichas e canvas finalizados; lista de verificação pedagógica; guia do facilitador em versão beta; consulta a 2 grupos de formadores. Marco: materiais validados por ≥10 participantes.
Risco: baixa adesão → envolver formadores do BNF já ativos.
Piloto
Turma piloto de 15–20 participantes; instrumentos de reação e aprendizagem aplicados; canvas coletados e analisados; relatório aprovado. Marco: ≥15 participantes e relatório aprovado.
Risco: facilitador sem domínio → formação prévia de 2 facilitadores certificados antes do piloto.
Credenciamento
Credenciamento formal na Enfam como ação oficial do FOFO N2; 3 turmas em escolas distintas; 5 facilitadores registrados no BNF; materiais em repositório acessível. Marco: 3 edições com avaliação positiva e credenciamento publicado.
Risco: resistência institucional → apresentar evidências de impacto do piloto.
Portfólio FOFO N2
Relatório anual de indicadores; versão EaD desenvolvida; banco de situações-problema gerado pelos participantes; CoMova incluída no catálogo oficial do FOFO N2 com ≥2 edições anuais previstas. Marco: catálogo atualizado.
Risco: descontinuidade → institucionalização normativa da oferta.
Perguntas abertas — decisões críticas
Posição no FOFO N2
A CoMova será ofertada como ação autônoma ou como módulo dentro de outro curso já existente? Define carga horária, credenciamento e estrutura de avaliação.
Banco de situações-problema pré-elaboradas
Existe um banco de dilemas éticos para apoiar formadores com menos experiência no campo atitudinal? Sem esse recurso, o Movimento 2 pode ser superficial.
Acompanhamento pós-oficina
Como verificar a aplicação do plano em até 60 dias? A ausência de acompanhamento compromete o indicador de impacto institucional.
Versão EaD — escopo inicial ou evolução?
Se EaD entra já na Fase 1, a equipe técnica precisa ser montada com antecedência. Isso afeta prazo e orçamento da implantação.
Quem valida o plano orientador?
O facilitador da oficina, a escola de origem ou o BNF? A definição desse fluxo é necessária para o credenciamento e emissão do certificado.